O candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) celebrou, nesta terça-feira (8), a decisão do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), de afastar o diretor-geral da PF (Polícia Federal), Andrei Rodrigues.

Nas redes sociais, o ex-governador de Minas Gerais citou o pedido do partido Novo a Mendonça requerendo o afastamento de Andrei do cargo após o chefe da PF ser mencionado em investigação contra o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do extinto Banco Master.

“Conseguimos o afastamento do Chefe da PF”, começou Zema. “André Mendonça acaba de afastar o Andrei Rodrigues do Comando da PF. A decisão foi tomada com base no pedido do Partido Novo, após um relatório de 200 páginas encontrar menções ao Andrei no celular do Vorcaro”, continuou.

“Enquanto muitos falam, a gente faz. E seguiremos firmes contra os intocáveis. Chega de intocáveis”, concluiu Zema.

Veja o post:

No pedido do Novo, o partido defendeu uma investigação contra Andrei “sem interferências, constrangimentos hierárquicos ou riscos relacionados ao acesso privilegiado a informações, pessoas, sistemas e decisões administrativas da própria Polícia Federal”.

“Por isso, o Partido NOVO requereu, para além da instauração de investigação criminal, a decretação da medida cautelar de afastamento de ANDREI AUGUSTO PASSOS RODRIGUES como Diretor-Geral da Polícia Federal, com base no artigo 319, inciso VI, do Código de Processo Penal”, dizia trecho da solicitação.

Entenda o caso

O posicionamento de Zema diz respeito à decisão de Mendonça, que determinou, nesta terça-feira, o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues e do delegado Leandro Almada do cargo de diretor de Inteligência Policial da PF.

A decisão ocorre após o ministro Alexandre de Moraes ter utilizado relatórios de inteligência da Polícia Federal para apontar possíveis crimes de abuso de autoridade atribuídos a Mendonça na condução da relatoria do Banco Master e das fraudes do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

Segundo Mendonça, os relatórios revelam um monitoramento sistemático e ilegal, realizado por mais de 30 dias, sobre sua atuação e a de outras autoridades, como o advogado-geral da União, Jorge Messias.