O presidente do PL (Partido Liberal), Valdemar Costa Neto, afastou a possibilidade de a senadora Tereza Cristina (PP-MS) ocupar o posto de vice na chapa com o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República.

Neste sábado (25), Flávio lançará a candidatura oficialmente, mas o vice ainda não foi definido. O nome da ex-ministra da Agricultura foi ventilado para atrair o voto do eleitorado feminino — parcela em que o senador tem mais dificuldade de alcançar.

No entanto, em entrevista à CNN nesta terça-feira (21), Valdemar afirmou que o objetivo da ex-ministra da Agricultura é concorrer à Presidência do Senado. “Ela me disse hoje que é candidata à Presidência do Senado, que ela vai disputar a presidência do Senado e que esse é o objetivo dela”, explicou.

Apesar de não contar com Tereza Cristina ao lado de Flávio na corrida ao Palácio do Planalto, Valdemar acredita no apoio do PP (Partido Progressistas), partido de Tereza, nas coligações pelo país. Além disso, o presidente do PL citou o apoio de outros partidos, como o Republicanos e Podemos, além de conversas com o PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira) de Minas Gerais.

“Nós temos várias coligações com o PP nos estados. Nós temos muitas coisas com o PP-União Brasil. Nós temos muitas alianças nos estados com o Republicanos, nós estamos conversando com o Podemos também. O pessoal de Minas tá conversando com o PSDB também. Temos interesse em muitos partidos”, disse.

Valdemar explicou que os apoios ainda não estão totalmente fechados, principalmente pelo trabalho de construção da base de Flávio, uma vez que o primeiro nome do partido seria o ex-presidente Jair Bolsonaro, que ficou inelegível após ser condenado em novembro de 2025.

Após a escolha de Jair pelo filho como substituto e a construção da estrutura do político como pré-candidato, o presidente do partido disse que foi possível avançar com as negociações de apoio. Valdemar ainda informou que deve realizar uma reunião com Flávio e Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha.

“Só que acontece o seguinte: o Flávio não estava preparado para ser candidato, então ele foi escolhido pelo Bolsonaro e ele não tinha feito uma estrutura e um trabalho antes para ser candidato à Presidência da República, e ele foi escolhido, Bolsonaro escolheu o Flávio. Agora que nós estamos conseguindo andar nesse assunto. Vou ter uma reunião hoje à tarde com o Flávio e com o Rogério Marinho para discutir isso aí. Vamos conversar com os outros partidos, estamos conversando”, finalizou.

Esperança de apoio de Michelle

Ainda durante a entrevista, Valdemar falou da possibilidade do apoio da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro na campanha de Flávio. A relação entre os dois ficou estremecida depois de uma postagem de um vídeo em que Michelle fala dos atritos com o enteado, principalmente após a decisão do palanque do PL no Ceará.

Apesar dos desentendimentos, o presidente do partido acredita que o desejo de libertar o ex-presidente Jair Bolsonaro seria o elo de união entre os dois e acredita na reconciliação. Mesmo com a esperança de um apoio de Michelle, Valdemar evitou falar da possibilidade da ex-primeira-dama em concorrer ao Senado, cogitado anteriormente.

“Nem o Flávio nem a Michelle querem ver o Bolsonaro mais 10 anos preso. Porque, se nós perdermos as eleições, o Bolsonaro fica mais 10 anos preso. Tenho certeza de que não vamos perder. A Michelle é uma grande política. Não era, se promoveu, tem qualidade, tem talento, e nós precisamos dela na campanha. Não podemos perder ninguém. Espero que Flávio se entenda com ela, que ela se entenda com o Flávio e que a gente possa ter uma campanha tranquila e com toda a nossa base unida para ganharmos as eleições”, completou.