Durante entrevista à CNN Brasil nesta quinta-feira (24), o governador do Ceará e candidato à reeleição, Elmano de Freitas (PT), rebateu questionamentos acerca de uma possível ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), também candidato à reeleição, em sua campanha no estado.

O político explicou que, assim como o presidente, que compartilha a agenda de candidato com a de Chefe de Estado, ele também está na mesma posição — o que impossibilita uma dedicação em tempo integral nos compromissos junto ao eleitorado.

No entanto, Elmano garantiu a presença de Lula durante seu mandato e as entregas feitas em conjunto com o governo federal. O mandatário comparou a relação atual com o Executivo nacional com a gestão do governador anterior, Camilo Santana (PT), com o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Dado tal contexto, o político reforçou a importância dos resultados neste mandato e a parceria com o chefe do Executivo: “Só tenho gratidão”.

Além disso, o político se comprometeu com a campanha do presidente no estado.

“Só dar o exemplo do Minha Casa Minha Vida: quatro anos, nenhuma casa feita, e com o Lula, 74 mil casas. É evidente que faz muita diferença. Então, eu penso que um cenário outro [governo de Flávio Bolsonaro] é um cenário em que você depende muito mais dos recursos do estado. E o Ceará precisa muito dessa parceria com o governo federal. E por isso meu esforço total será para a eleição do presidente Lula”, completou.

Sobre o pleito deste ano e o avanço nas pesquisas do principal concorrente de Lula, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Elmano acredita na vitória do petista e afirmou que o partido nunca teve “uma eleição fácil para presidente”, ao falar de um pleito “palma a palma”.

“Toda eleição nacional nesse país, nós sempre tivemos segundo turno. Salvo a eleição de Fernando Henrique — portanto não foi nossa, eleições do PT —, nós todas ganhamos no segundo turno, porque efetivamente esse país tem uma divisão e a eleição sempre se apresentará por um bom tempo numa eleição polarizada. A diferença da lição que temos no último período é que nós sempre disputamos ou com o centro, ou com outra centro-esquerda, ou com a direita, mas nós não tínhamos disputa com a extrema-direita, como é a que temos agora. Eu penso que, se a candidatura fosse do outro lado, a eleição necessariamente seria uma eleição disputada palma a palma”, finalizou.

Confira a entrevista na íntegra abaixo

*Sob supervisão de Lucas Schroeder