Nesta quarta-feira (28), o deputado federal Aécio Neves (PSDB) chamou de “incompreensível” o comportamento de Flávio Bolsonaro (PL) após o senador publicar uma carta com teor golpista, na qual se autointitula “líder do Brasil”, mesmo após o resultado da corrida presidencial no último domingo (25) confirmar a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência.
Na carta, Flávio afirma que pretende liderar uma oposição ao governo do petista no país norte-americano. Em nota, Aécio afirmou que considera o exercício da oposição em uma democracia “tão relevante quanto o exercício dos próprios governos” e disse que essa oposição deve ser liderada em território nacional.
“Mas tudo isso tem que ser feito dentro das regras da democracia, com respeito às instituições e ao processo eleitoral.”
Partido da Social Democracia Brasileira) também reconheceu a vitória de Lula nas eleições deste ano. “Os brasileiros fizeram sua escolha nas urnas, exercendo um direito que é uma das mais belas conquistas da nossa democracia: o de escolher livremente seus representantes”, afirmou a sigla, em nota.
Aécio contestou o resultado das eleições em 2014
Em 2014, Aécio disputou a presidência contra a então presidente, Dilma Rousseff (PT), para quem perdeu no segundo turno.
À época, o PSDB contestou o resultado e pediu que os votos fossem auditados. Não foi encontrada nenhuma evidência que provasse irregularidade na votação.
Em entrevista à CNN Brasil, em 2022, Aécio novamente reconheceu que não houve fraude nas eleições de 2014.
“Não tenho nenhum indício que aponte para fraudes naquela eleição. Os crimes ali cometidos foram de outra ordem”, afirmou.
Leia a nota de Aécio na íntegra:
Declaração do presidente nacional do PSDB,
Aécio Neves
É incompreensível o comportamento do candidato derrotado à Presidência da República. O exercício da oposição numa democracia é tão relevante quanto o exercício dos próprios governos. E ele deve se dar em território nacional, fiscalizando os atos do governo e cobrando os compromissos por ele assumidos com a população. O atual governo receberá uma herança, essa, sim, maldita, criada em boa parte por ele próprio durante as eleições.
Mas tudo isso tem que ser feito dentro das regras da democracia, com respeito às instituições e ao processo eleitoral.
E é o que nós, do PSDB, faremos: uma oposição qualificada, firme e dura como sempre fizemos, mas tendo como princípios fundamentais o respeito à democracia e à soberania popular.
*Sob supervisão de João Ker

