A pesquisa Meio/Ideia, divulgada nesta quarta-feira (8), aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera o índice de rejeição entre os candidatos avaliados para as eleições de 2026, sendo rejeitado por 46,4% dos eleitores.
Flávio Bolsonaro (PL) aparece logo em seguida, com 43,4% de rejeição, configurando um cenário de alta rejeição para os dois principais nomes do pleito.
Em entrevista ao CNN 360°, Cila Schulman, CEO do Instituto Ideia, analisou os dados e destacou que, apesar de Lula aparecer à frente de Flávio Bolsonaro em outros recortes da pesquisa, o cenário ainda é desafiador.
“Ainda é uma campanha desafiadora para o presidente Lula“, afirmou Schulman, acrescentando que a recuperação observada nos números é “mais lenta, porém gradual e estável”.
Aprovação em recuperação lenta
Os dados de aprovação e desaprovação do governo Lula também foram apresentados durante a entrevista. Em 6 de maio, a desaprovação era de 53%, caindo para 51,4% em 28 de maio e chegando a 48,5% em julho.
No mesmo período, a aprovação passou de 44% para 46,6%, recuando levemente para 46,5% na medição mais recente. Schulman ressaltou que esse tipo de recuperação marginal é característico de um incumbente em período pré-eleitoral.
Rejeição como fator determinante
Para Schulman, a rejeição é um elemento central na análise eleitoral. “A rejeição é um impeditivo”, afirmou. Segundo ela, com dois candidatos altamente rejeitados, o eleitorado tende a fazer escolhas por exclusão, especialmente no segundo turno.
“O eleitor diz: vou votar nesse para que o outro não seja eleito, e não porque eu quero esse”, explicou a especialista.
Schulman também destacou que o eleitorado parece estar se definindo mais cedo do que o habitual para esta fase do ciclo eleitoral. Segundo ela, apenas cerca de 3% a 4% dos eleitores ainda estão em disputa.
Entre esse grupo indeciso, 69% são mulheres — eleitoras que, segundo a analista, votaram em Jair Bolsonaro (PL) em 2018, migraram para Lula em 2022 e agora se encontram desapontadas com o atual governo. “É um eleitorado mais difícil de ser conquistado, mas é quem vai decidir a eleição”, concluiu Schulman.

