A senadora Eliziane Gama (PT-MA) não se reelegeu à Casa Alta no pleito deste ano. Em abril, ela migrou do PSD (Partido Social Democrático) para o PT (Partido dos Trabalhadores) a fim de reforçar a campanha à reeleição do presidente Lula (PT).
“O PSD decidiu seguir um novo trilho político no país, eu respeito mas tenho um pensamento diferente, que é público no Brasil. Mesmo com todas as garantias recebidas pelo presidente Kassab, decido que meu ciclo no PSD se encerra aqui e vou percorrer novos caminhos”, disse a senadora em nota oficial divulgada à época.
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No lugar dela foram eleitos no Maranhão Fufuca (Progressistas) e Lahesio Bonfim (Novo), com 21,43% e 20,61% dos votos válidos. A senadora petista foi a quinta colocada, com 9,75% ou 696.150 votos.
Esta não foi a primeira vez que Eliziane trocou de partido. Em 2018, foi eleita ao Senado pelo PPS, que trocou de nome para Cidadania. Em janeiro de 2023 ela se filiou ao PSD.
Segundo ela, a história de vida dela conversa com os ideiais do Partido dos Trabalhadores.
“Minha história de luta pelos mais vulneráveis, meu olhar voltado principalmente para as criança, idosos e mulheres e minha fé num país mais inclusivo me levaram ao encontro com o PT que, agora, posso chamar de meu partido”, disse em mensagem direcionada a sua nova sigla.
A atuação da senadora for marcada pela sua relatoria na CPMI do 8 de janeiro, em 2023. Em seu parecer, ela pediu pediu o indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outras 60 pessoas, incluindo ex-ministros do governo anterior e militares.
Ronaldo Caiado, candidato à Presidência da República pelo PSD, tinha como uma de suas propsotas, conceder anistia para Bolsonaro e demais condenados pelos atos de 8 de janeiro, caso eleito.
Caiado foi o quinto colocado na disputa ao Palácio do Planalto no domingo (4) com 2,18%, um total de 2.605.148 votos válidos, e deve apoiar Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno.

