Antes do prazo final para registro das chapas da eleição presidencial, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) afirmou nesta segunda-feira (3) que ainda há espaço para negociações sobre uma eventual composição como candidata a vice-presidente ao lado de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), embora reconheça que essa possibilidade perdeu força após o Progressistas decidir manter posição de neutralidade.

Em conversa com jornalistas na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), a parlamentar disse que, como integrante da legenda, segue a orientação definida pela maioria da sigla.

“O partido me disse que ia continuar na neutralidade. Eu, como uma pessoa de partido, só me cabe dizer que essa é a posição majoritária do PP”, afirmou.

Apesar disso, Tereza Cristina ressaltou que as articulações políticas ainda não foram encerradas. Segundo ela, as conversas seguem não apenas no PP, mas também com outras siglas do mesmo campo político.

“Tem ainda dois dias, mas eu acho que a chance hoje diminuiu bastante”, disse. Questionada se ainda havia espaço para uma mudança, respondeu: “Tem, até a hora final, tem espaço”.

A senadora afirmou que desconhece o andamento das negociações entre os partidos, mas disse ter acompanhado manifestações de executivas estaduais favoráveis a uma aliança com o Partido Liberal para as eleições.

Segundo ela, uma eventual mudança dependeria de articulações conduzidas pelo presidente nacional do PP, o senador Ciro Nogueira (PI), além da viabilidade jurídica dentro do calendário eleitoral.

“Isso cabe ao presidente Ciro Nogueira sentar e resolver e ver se ainda há tempo, inclusive tempo legal, porque nós temos uma legislação eleitoral e precisamos saber se ainda há tempo de atender, se houver alguma mudança de rota nesse assunto”, declarou.

Ao ser questionada se gostaria que essa mudança ocorresse, Tereza Cristina disse que colocou seu nome à disposição após meses de conversas, mas destacou que a decisão sempre dependerá do partido.

“Eu coloquei meu nome à disposição há uma ou duas semanas, mas contando que isso era uma decisão não pessoal, também era uma decisão do partido. E o partido achou por bem que ele deveria continuar na posição de neutralidade”, completou.