A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) tem buscado minimizar o impacto das revelações a partir das quebras de sigilo do inquérito-mãe do caso Master na noite desta quinta-feira (10).
O coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), por exemplo, afirma não haver realmente um “fato novo” sobre o candidato à Presidência.
Os documentos no STF (Supremo Tribunal Federal) tornados públicos demonstram que o ministro da Corte André Mendonça determinou à Polícia Federal a abertura de uma investigação contra Flávio para apurar suposta prática de crimes no financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia inspirada na trajetória de Jair Bolsonaro (PL).
No entanto, a campanha trata o assunto já como de conhecimento público, inclusive devido a uma matéria publicada na imprensa sobre o fato no final de julho.
O PT (Partido dos Trabalhadores) já demonstrou que pretende se debruçar sobre a investigação enfrentada por Flávio para levá-la à população em geral. O uso eleitoral da investigação já está sendo explorado por integrantes do PT nas redes sociais.
A linha adotada pela campanha de Flávio continua a reafirmar que a produtora do Dark Horse entregou ao Supremo todos os dados bancários e fiscais relativos aos recursos do filme, além de cerca de 25 mil documentos.
A campanha também afirma que Flávio não recebeu dinheiro do ex-banqueiro do Master, Daniel Vorcaro, nem administrou ou gerenciou o filme.
Embora inúmeras críticas sejam feitas aos ministros do Supremo Alexandre de Moraes e Flávio Dino, a equipe de Flávio Bolsonaro afirma confiar na condução de André Mendonça do caso — e esperar celeridade.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, tem reforçado um discurso de perseguição eleitoral, após tirar a diferença para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em simulações de segundo turno em uma série de pesquisas eleitorais.
Em transmissão ao vivo na quinta à noite, Flávio chamou a última operação da Polícia Federal sobre o Dark Horse de “fajuta”.
“Hoje fizeram essa operação fajuta pra dizer que estavam ali fazendo algo contra o filme do Bolsonaro ou dando a entender que teve alguma coisa errada no filme do Bolsonaro. Gente, com toda a tranquilidade do mundo, mais uma vez, não tem nada de errado com o filme do Bolsonaro. Pode revirar do avesso, pode puxar de cima pra baixo, de trás pra frente, de um lado pro outro, que ali foi tudo redondinho, investimento privado num filme privado.”
Flávio também afirmou que Dino, responsável por autorizar a operação, tenta dar um “golpe” a favor de Lula. Para o candidato, a iniciativa foi uma pescaria probatória.
“A nossa defesa, e eu acho que as outras defesas também, tanto da produtora como de outras pessoas, vão entrar com pedido junto ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, para que o Dino seja formalmente investigado por essa articulação política que ele tentou fazer aqui.”

