O coordenador-geral da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Edinho Silva, garantiu a presença do mandatário em debates de um eventual segundo turno. Em conversa com jornalistas nesta sexta-feira (2), o petista também defendeu rever o modelo de embate entre presidenciáveis em uma reforma política.

“Lula disse que não iria a debates no primeiro turno, não há surpresa. Ele nunca disse que iria. Ele sempre disse que o modelo de debates impede o confronto direito, e iria em debate somente se fosse com o Flávio. Ele vai ir no segundo turno. Talvez não consiga ir em todos, mas certamente irá”, disse.

O presidente do PT (Partido dos Trabalhadores) ainda voltou a pedir mudanças no modelo de debate do primeiro turno. Edinho indicou que Renan Santos (Missão), que tinha mais intenções de voto que outros nomes, deveria ter sido convidado para o embate.

“Temos que mexer na legislação de debate na reforma política que vamos fazer. Como não é chamado um candidato que pontua 5%, que a sociedade quer ouvir mais do que aquele que tem 3%, 2% ou 1%. O critério para convidar precisa ser a pontuação em pesquisa”, apontou.

O presidente Lula afirmou, na última quinta-feira (1º), em entrevista ao podcast Flow, que os debates eleitorais “não produzem nada” e servem para uma disputa de “quem vai lacrar mais”.

“O bom debate é do segundo turno, que é tête-à-tête. Quando tem cinco ou seis candidatos, você fala um minuto e espera dez minutos. Não tem sequência. Eu acho que esses debates são infrutíferos, não produzem nada. E aí começam a fazer gracinha, piada, pegadinha”, disse.

“Quando você disputa a Presidência é algo sério, não está discutindo quem vai lacrar mais. Eu sinceramente não gosto deste tipo de debate”, completou Lula, que decidiu não comparecer a nenhum debate antes do primeiro turno.