O ex-governador de Goiás e candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), voltou a se apresentar como uma alternativa e criticou a polarização no país entre seus concorrentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PT).
Durante a convenção do PSD (Partido Social Democrático) no Rio Grande do Sul, neste domingo (2), o político afirmou que o país passa por uma “síndrome de Estocolmo” ao estar “sequestrado pelos dois rejeitados”, em referência à percepção do petista e do bolsonarista nas pesquisas.
“O Brasil está como aquele fato específico que aconteceu em Estocolmo, chamada síndrome de Estocolmo, aonde as pessoas passaram a ter uma convivência com sequestradores. O Brasil hoje está sequestrado pelos dois rejeitados. O maior percentual hoje é dos dois candidatos [Lula e Flávio]. Todos os dois têm 50% de rejeição. Ora, se um candidato tem 50% de rejeição, o Brasil não pode optar por um deles”, disse a jornalistas.
Na última pesquisa Vox Brasil, divulgada nesta sexta-feira (31), Lula e Flávio lideram o índice de rejeição do eleitorado. Segundo o levantamento, os dois ficam empatados tecnicamente dentro da margem de erro, sendo o senador com 52,3%, enquanto o presidente soma 51,5%.
Caiado tem apostado nos níveis de rejeição dos dois candidatos como parte de seu discurso, com um aumento nas críticas em aparições recentes. O político já havia mencionado a rejeição de ambos durante a convenção do PSD em Santa Catarina neste sábado (1º).
“Os dois mais rejeitados do país são exatamente o Lula e o Flávio. Então, você não pode ter um país com eleição de rejeitados. O que você espera do Brasil é alguém que saiba brigar pelo interesse da população brasileira”, disse no evento.
Caiado também tem apostado em buscar um confronto com Lula no 2º turno, ao afirmar que seria o único que pode vencer o petista. Na visão do político, o petista busca reforçar o discurso de polarização com Flávio Bolsonaro por contar com uma vitória garantida em um enfrentamento na segunda etapa do pleito.
“As pesquisas demonstram que o único candidato que tem chance de bater o Lula no segundo turno sou eu. Eu não tô falando por mim, eu tô falando pelas pesquisas. O eleitor vai fazer o que o Lula quer? Porque o que o PT quer é levar o Flávio para o segundo turno. Então, essa não é a opção do brasileiro. O brasileiro não quer mais o PT, quer alguém que mude o sistema”, completou.

