O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) vai usar as próximas inserções de TV para subir o tom sobre a crise no STF (Supremo Tribunal Federal) e explorar as denúncias envolvendo o Banco Master. A estratégia foi relatada à CNN por fontes da campanha.

A banda podre que comanda o Brasil há 20 anos está corroendo o Brasil por dentro. E agora essa denúncia gravíssima, estarrecedora na Suprema Corte”, afirma Caiado. O candidato também cita supostos escândalos na Presidência e no Congresso e cobra explicações sobre “contratos” e “relações”.

Na peça, Caiado tenta se apresentar como alternativa à polarização entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

Lula e Flávio não vão dar essas respostas. Eles também têm que se explicar”, diz.

A mudança de tom tem um alvo eleitoral definido. Segundo integrantes da campanha, Caiado agora quer recuperar eleitores que migraram para Augusto Cury (Avante), que cresceu nas pesquisas e passou a ocupar terceira posição isolada nas intenções de voto.

A orientação é não atacar Cury diretamente. A campanha pretende comparar os currículos e as trajetórias dos dois candidatos para tentar convencer o eleitor de que Caiado é uma alternativa mais experiente.

Cury chegou a 11% das intenções de voto na pesquisa Nexus/BTG divulgada no fim de agosto, enquanto Caiado aparecia com 2%. O resultado acendeu o alerta na campanha do governador de Goiás.

O caso Master passou a ser explorado por Caiado nos últimos dias. Após a divulgação de mensagens envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, o candidato defendeu o afastamento do magistrado e elevou as críticas ao STF.

Agora, a campanha tenta transformar o episódio em uma pauta eleitoral mais ampla: cobrar explicações dos Três Poderes e, ao mesmo tempo, disputar o eleitor que procura uma alternativa a Lula e ao bolsonarismo.