A coligação Brasil Pronto Pra Mais, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pediu ao ministro Kássio Nunes Marques, presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a prorrogação do horário de votação no Piauí, na Paraíba, no Paraná, no Pará e no Rio de Janeiro.
Mais cedo neste domingo (25), dia de votação do segundo turno das eleições presidenciais, a coligação já havia pedido a extensão do horário para zonas eleitorais na Bahia, mais precisamente em Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas.
De acordo com o pedido, os municípios baianos haviam descumprido uma ordem do TRE-BA (Tribunal Regional Eleitoral da Bahia) de restabelecer o uso integral da frota de ônibus.
As solicitações de extensão para os estados do Piauí, Paraíba, Paraná, Pará e Rio de Janeiro foram requeridas nominalmente no documento enviado ao ministro Kássio Nunes Marques, elaborado pelo escritório de advocacia Ferraro e Novaes.
O pedido também contempla “qualquer unidade da Federação em que se registrem as mesmas intercorrências”.
Crise em Salvador
Na capital baiana, a redução da frota de ônibus levou o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) a determinar a recomposição imediata do serviço, com multa de R$ 1 milhão por hora de descumprimento para o município e as empresas de transporte.
A decisão foi tomada após representação da Federação Brasil da Esperança, que denunciou a circulação de uma quantidade de ônibus mais de 50% inferior à dos dias úteis. O tribunal determinou ainda que a Polícia Civil fiscalizasse o cumprimento da ordem, inclusive com uso de drones.
Na sequência, foi decretada a prisão em flagrante de Pablo Souza, secretário municipal de Mobilidade de Salvador, pela Polícia Federal, em razão da redução da frota, conforme noticiado pela CNN Brasil.
A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) informou que a operação foi normalizada após interrupções em algumas garagens, atribuídas pela pasta a ocorrências de adesivação clandestina de veículos.
PT também aciona Justiça Eleitoral em SP
A coligação Brasil Pronto Pra Mais, do presidente Lula, acionou neste domingo a Justiça Eleitoral e acusou a Prefeitura de São Paulo de operar o transporte com apenas 60% da frota de ônibus no segundo turno das eleições presidenciais.
No sábado (24), o juiz da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Tiago Ducatti Machado, determinou que a cidade disponibilizasse 100% da frota à população. A decisão se baseou na Resolução TSE 23.751/2026, que exige a oferta de transporte coletivo urbano nos dias de votação com a mesma frequência dos dias úteis.
A Prefeitura criticou a decisão, mas disse que vai cumpri-la. A SPTrans também afirmou, em nota, que comunicou as concessionárias responsáveis ainda no sábado para que operassem com capacidade máxima após a determinação do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
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1 de 5A coligação Brasil Pronto Pra Mais, do presidente Lula (PT), acionou neste domingo (25) a Justiça Eleitoral e acusou a Prefeitura de São Paulo de operar o transporte de ônibus com apenas 60% da frota • Reprodução
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2 de 5No sábado (24), o juiz da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Tiago Ducatti Machado, determinou que a cidade disponibilizasse 100% da frota à população para a votação do segundo turno das eleições presidenciais • Fernando Frazão/Agência Brasil
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Em nota enviada à CNN Brasil, a Prefeitura de São Paulo criticou a decisão por ter sido tomada "a menos de 24 horas do pleito", mas afirmou que vai cumprir a determinação • Bruno Escolastico Sousa Silva/NurPhoto via Getty Images
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4 de 5A SPTrans também informou que comunicou as concessionárias responsáveis pelo transporte de ônibus logo após a determinação do TRE-SP, ainda no início da tarde de sábado. Porém, o órgão destacou a dificuldade de ampliação da frota "em prazo tão reduzido" • Sergio Barzaghi/Prefeitura de São Paulo
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5 de 5O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), concedeu uma entrevista neste domingo, ainda durante o período de votação, para criticar a operação do transporte público na capital paulista, assim como em outras cidades espalhadas pelo país, como Salvador • Ricardo Stuckert

