Neste domingo (4), Cleitinho Azevedo (Republicanos) foi eleito governador de Minas Gerais após ter desistido de entrar na disputa 15 dias antes do prazo de registro das chapas.

Cleitinho chegou a negar a pretensão de ser candidato e, inclusive, não compareceu na convenção estadual do Republicanos.

Mesmo não se candidatando, o senador liderava as pesquisas de intenção de voto ao Palácio da Liberdade, mas passava por um luto familiar após a morte do irmão, Matheus Augusto Azevedo, vítima de leucemia.

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O nome do vice-governador de Cleitinho, Luís Eduardo Falcão foi um dos nomes cotados pelo partido para entrar na corrida pelo governo mineiro.

No dia 4 de agosto, após ter a princípio anunciado sua desistência, Cleitinho anunciou sua intenção em concorrer ao governo de Minas Gerais. O apelo foi durante a convenção nacional do Republicanos.

“Eu quero ser candidato a governador e eu peço aqui humildemente ao presidente [Marcos Pereira] que me dê essa vaga. Eu não vou decepcionar o partido”, disse o senador na convenção. Ele citou ter ouvido de familiares pedido para não desistir.

Apesar do pedido, a resposta do partido foi negativa num primeiro momento. A posição mudou uma semana antes do prazo de registro de candidaturas.

“A decisão foi tomada após o senador reconhecer os equívocos cometidos durante o processo, apresentar formalmente suas desculpas à direção nacional e estadual do partido, à população mineira e às forças políticas envolvidas na construção eleitoral, além de assumir o compromisso definitivo de levar sua candidatura até o fim”, disse o partido em nota à época.

Após retomar a candidatura, Cleitinho foi eleito no primeiro turno com 55,41% dos votos válidos.