O senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se enfrentam nesta sexta-feira (23) no debate da TV Globo, a dois dias do segundo turno da eleição presidencial. Os candidatos apresentam propostas, defendem suas trajetórias e respondem aos questionamentos do adversário na reta final da disputa pelo Palácio do Planalto.
O encontro é o último debate entre os candidatos antes do segundo turno das eleições 2026.
Chegada dos candidatos
Flávio foi o primeiro a chegar, por volta das 19h55, e disse que “a expectativa é a melhor possível”.
“Eu espero mais uma vez mostrar aos brasileiros que as nossas propostas são as melhores, que o Brasil tem dois caminhos para escolher: o da prosperidade, com a gente. Ou o da continuidade, tudo errado que está ai, que piorou a vida de milhões de brasileiros em quatro anos. Vamos ter mais uma oportunidade ali, mais uma vez, para mostrar que o Brasil vai vencer”, disse Flávio ao chegar nos estúdios.
O candidato do PL (Partido Liberal) adentrou os estúdios da emissora acompanhado da esposa, Fernanda; de sua assessora de assuntos econômicos, Daniella Marques; e do irmão Carlos Bolsonaro (PL), senador eleito por Santa Catarina.
Também acompanham Flávio o coordenador de sua campanha, senador Rogério Marinho (PL); o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos); o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB); o governador eleito do Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL); o governador reeleito de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL); o governador eleito do Rio Grande do Sul, Luciano Zucco (PL); o governador eleito do Paraná, Sergio Moro (PL); Carlos Jordy (PL), senador eleito pelo Rio de Janeiro; e Índia Armelau (PL), deputada estadual eleita.
Lula chegou depois, em torno de 20h43, e disse que foi ao encontro “para ganhar as eleições”.
“Olha, a expectativa é que eu vim nesse debate para ganhar as eleições, eu vim nesse debate para ganhar as eleições, porque eu acho que o povo está definindo claramente o que ele quer para esse país. E entre a nossa candidatura, eu não tenho dúvida nenhuma que sou muito mais futuro para esse país do que um miliciano”, afirmou o presidente à emissora.
Na comitiva do petista estavam a primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja; o senador e membro da equipe da campanha petista Camilo Santana (PT-CE); o presidente nacional do PT (Partido dos Trabalhadores), Edinho Silva; o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos (PSOL); o ex-ministro e senador eleito Rui Costa (PT); e o presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Aloizio Mercadante.
Também integram a lista de convidados de Lula nomes como Rafael Fonteles (PT), governador reeleito do Piauí, e Sidônio Palmeira, ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.
Como mostrou a CNN Brasil, o deputado federal André Janones (Rede-MG) não vai acompanhar Lula no debate. A ida de Janones ao confronto não estava prevista desde o início, segundo Camilo Santana.
De acordo com Camilo, o deputado vai transmitir uma live durante o debate com uma checagem ao vivo das falas dos candidatos.
Circulação limitada e checagem
O debate terá algumas regras diferentes das do último embate entre Flávio e Lula, realizado pela Band no último domingo (18).
A TV Globo decidiu limitar a circulação dos candidatos à Presidência durante o encontro desta noite.
Ao contrário do debate da Band, na Globo, o candidato que tiver a palavra poderá se movimentar pelo cenário livremente nos três primeiros blocos, mas o adversário deverá se manter em seu púlpito até chegar a sua vez de falar.
Além disso, no quarto bloco, que será de tema livre, cada candidato poderá se movimentar livremente, mas apenas pelo seu lado do cenário.
Como mostrou a CNN Brasil, no debate do último domingo, a campanha do presidente Lula chegou a criticar a postura de Flávio e acusou o candidato do PL de “ironizar” e fazer gestos ao fundo da imagem durante respostas do petista no debate.
Outro ponto que se difere do debate da Band é que a Globo fará uma checagem das declarações dos candidatos.
Segundo a emissora, essa verificação vai ser feita pelo site g1 e deve começar ainda durante o encontro, com publicações das verificações na página do “Fato ou Fake”. O processo vai contar com uma equipe de mais de 30 jornalistas do grupo para dar agilidade ao processo.
Como será o debate
O debate será mediado pelo jornalista César Tralli e será baseado em perguntas entre os candidatos para buscar um aprofundamento de suas propostas para o governo federal. Segundo a emissora, a dinâmica do encontro, assim como a configuração do cenário e a disposição dos candidatos, foi concebida para reforçar esse propósito.
O encontro vai ser composto por quatro blocos de perguntas e respostas, além das considerações finais. Três serão de temas determinados e um, de tema livre. A ordem das perguntas será definida por sorteio feito ao vivo pelo apresentador.
O primeiro bloco vai contar com seis rodadas de perguntas com assuntos relacionados às regiões do país e um tema de âmbito nacional. Cada candidato terá três minutos por rodada — dividido entre pergunta e réplica ou resposta e tréplica.
No segundo e terceiro blocos, Flávio e Lula deverão escolher entre os temas apresentados no telão para elaborar suas perguntas, com a mesma dinâmica de tempo.
No quarto, o tema será livre e cada um deles terá oito minutos de fala, sem limite de intervenções.

