Dos 513 deputados eleitos no pleito de domingo (4), 309 (ou 60,23%) podem ser considerados milionários, segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). No Senado Federal, a proporação aumenta: 41 dos 54 senadores eleitos (75,93%) declararam mais de R$ 1 milhão à Justiça Eleitoral.

A mediana do patrimônio declarado — isto é, o valor que divide uma amostra em duas partes iguais — entre os deputados federais é de R$ 1,4 milhão. No Senado, o número sobe para R$ 1,8 milhão.

O dono do maior patrimônio é o deputado federal reeleito Jadyel Alencar (Republicanos-PI), com R$ 107,1 milhões em bens. Já no Senado, o título pertence ao ex-governador de Mato Grosso Mauro Mendes (União Brasil), que acumula R$ 67,1 milhões.

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Ao segmentar os dados por partido, o União Brasil lidera com 15 deputados e dois senadores na lista dos milionários.

Na sequência, aparece o PL (Partido Liberal) — sigla do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro —, com 14 deputados e três senadores com pelo menos R$ 1 milhão em patrimônio.

O MDB (Movimento Democrático Brasileiro) completa o pódio com oito deputados e quatro senadores no levantamento.

O patrimônio dos parlamentares dos três partidos, quando somados, corresponde a 49,4% dos 100 maiores.

O PT (Partido dos Trabalhadores) tem 3 deputados e um senador — Jaques Wagner — entre os 100 parlamentares mais ricos. Por sua vez, o PP (Progressistas) conta com dez parlamentares milionários, mesmo que em uma proporção menor.

Entre os estados, a Bahia tem 13 nomes entre os 100 mais ricos, um recorde entre as UFs (Unidades Federativas). Em toda a região Sudeste, são 23 congressistas milionários. Destes, oito representam São Paulo.

Ao somar deputados (513) e senadores eleitos (54), o patrimônio declarado à Justiça Eleitoral totaliza R$ 2,3 bilhões.

Congressistas e seus bens