Questionado pela âncora da CNN Christiane Amanpour sobre a disputa acirrada pelo Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta segunda-feira (21), que demonstra preocupação em toda eleição que disputa.
“Em toda eleição eu fico preocupado, porque você só sabe os resultados depois que as urnas são abertas”, disse o chefe do Executivo.
A entrevista foi concedida durante a viagem do político brasileiro aos Estados Unidos para participar da 81ª Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), em Nova York. Pela tradição, o brasileiro será o primeiro líder de Estado a discursar na abertura do encontro, que acontece nesta terça-feira (22).
O questionamento sobre o pleito se deu em um contexto de comparação entre o posicionamento de Lula nas pesquisas deste ano em comparação ao mesmo período no último pleito, em 2022. À época, como candidato, o petista estava numericamente à frente de seu principal concorrente, o então presidente Jair Bolsonaro (PL).
Ao afastar a possibilidade de preocupações com a proximidade nas pesquisas de seu atual concorrente, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o presidente declarou que o pleito deste ano seria da escolha entre “democracia ou barbárie”.
“A realidade é que o que está em jogo hoje no Brasil não é uma escolha de pessoas ou partidos contra outros. O que está em jogo hoje é uma escolha entre termos democracia ou barbárie; uma política de conservação da natureza ou o desmatamento; uma política de inclusão social ou deixar os pobres abandonados; o fortalecimento da cultura ou o fim da cultura”, completou.
Na sequência, Lula afirmou estar “confortável” com o processo eleitoral e “ter certeza de que irá ganhar as eleições”. Além de expressar tal nível de confiança como vencedor do pleito, o presidente voltou a reafirmar a lisura da condução das eleições brasileiras e das urnas eletrônicas.
“Nossa urna eletrônica é muito boa. Nosso sistema de votação eletrônica deveria ser adotado pelo resto do mundo, porque um país que tem 160 milhões de eleitores em 27 estados da federação, quando a eleição termina, uma hora depois disso, já sabemos os resultados devido ao sistema de votação eletrônica. Nenhum outro país consegue fazer isso, não é uma eleição contestada”, finalizou.

