Uma pesquisa do instituto Real Time Big Data divulgada nesta segunda-feira (28) aponta que, em simulação de segundo turno para a eleição presidencial de 2026 na Bahia, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera com 64% das intenções de voto, contra 28% de Flávio Bolsonaro (PL). No primeiro turno, a vantagem também é expressiva: 61% contra 24%.

Bruno Soller, sócio da Real Time Big Data, avaliou que o cenário era esperado, mas destacou que o caso Master pode ter impacto direto na disputa pelo Senado no estado, especialmente na candidatura de Jaques Wagner (PT-BA). “Tem algum impacto, principalmente no senador Jaques Wagner”, afirmou Soller. “A segunda vaga de Senado está muito disputada.”

Disputa ao Senado na Bahia

Segundo Soller, João Roma Neto (PL), candidato apoiado por ACM Neto (União Brasil), tem crescido nas últimas medições, enquanto Angelo Coronel (Republicanos) — que anteriormente estava próximo do PT e agora migrou para a oposição — representa uma variável imprevisível na disputa. “Podemos ter alguma surpresa”, avaliou o especialista.

Rui Costa (PT), por sua vez, aparece com liderança na pesquisa, com 28% das intenções de voto para o Senado, seguido de Jaques Wagner (PT) com 20%, João Roma (PL) com 17% e Angelo Coronel (Republicanos) com 15%.

Soller ponderou, no entanto, que o impacto do caso Master tende a se diluir na corrida ao governo do estado, uma vez que ACM Neto também possui envolvimento com a questão. “O impacto acaba se diluindo, porque o ACM Neto também tem alguns envolvimentos com a questão do Master”, explicou.

Corrida ao governo da Bahia

Na disputa pelo governo estadual, Jerônimo Rodrigues (PT) aparece à frente com 47%, contra 43% de ACM Neto (União Brasil) — um empate dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.

Soller destacou que a associação de Jerônimo ao nome de Lula tem impulsionado o candidato, sobretudo no interior do estado. “A Bahia tem essa característica de que muitos municípios pequenos, às vezes, têm votações para o governo de quase 80% a 20%”, observou.

Em eventual segundo turno entre os dois, Jerônimo aparece com 48% e ACM Neto com 44% — novamente dentro da margem de erro. Soller sinalizou que a estrutura da máquina pública pode ser determinante na reta final.

“Isso pode ter um impacto muito grande nessa reta final e a estrutura da máquina pública pode fazer com que o Jerônimo chegue à frente do ACM Neto numa eleição que talvez se defina até em primeiro turno”, disse.

O levantamento ouviu 1.600 eleitores da Bahia entre os dias 23 e 26 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, nível de confiança de 95%, e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

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