Estudantes de diversos estados em todo o país entram, nesta sexta-feira (9), no terceiro dia de manifestações a favor da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições deste ano. Os protestos foram convocados pela UNE (União Nacional dos Estudantes).

Nesta sexta foram convocados atos no Maranhão, na UEMA (Universidade Estadual do Maranhão); Pernambuco, na UFRPE (Unidade Acadêmica de Belo Jardim); Amapá, na UNIFAP (Universidade Federal do Amapá); e Espírito Santo, na UFES (Universidade Federal do Espírito Santo) – Campus São Mateus.

Também foram realizados em Minas Gerais, na UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e na UFOP (Universidade Federal de Ouro Preto); São Paulo, na FMU (Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas) e UNIP (Universidade Paulista); Paraná, na UEPG (Universidade Estadual de Ponta Grossa); e Rio Grande do Sul, na FURG (Universidade Federal do Rio Grande).

Os atos começaram na quarta-feira (7), quando milhares de estudantes secundaristas, universitários e trabalhadores se reuniram no centro do Rio de Janeiro. A concentração começou em Candelária e foi em direção a Cinelândia. Entre os temas defendidos pelos participantes estão a educação pública de qualidade, fim da escala 6×1 e manutenção do Programa Pé-de-Meia.

Na quinta-feira (8), foram mobilizados atos em ao menos 13 estados, entre eles, no Distrito Federal, na Faculdade de Direito da Universidade de Brasília, em Curitiba (PR), na Praça Santos de Andrade, São Paulo, em atos na Faculdade Cásper Líbero, Mackenzie e na Praça Roosevelt, e em Palmas (TO), na Universidade Federal do Tocantins.

Também foram registradas manifestações em Minas Gerais, Paraíba, Maranhão, Piauí, Bahia, Mato Grosso do Sul, Sergipe, Rio Grande do Sul, Ceará, Amapá e Paraná.

Como mostrou a CNN, um dos atos de quinta na UFS (Universidade Federal de Sergipe) foi interrompido após relatos de que um homem armado teria feito disparos no campus. Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram estudantes correndo em meio à confusão.

A UNE afirmou em nota que o homem teria tentado tumultuar a manifestação. A UFS informou acompanhar a situação e disse que a manifestação não foi organizada nem promovida pela instituição.

O homem se tratava de um sargento da Polícia Militar. Segundo a SSP (Secretaria de Estado da Segurança Pública), a arma foi recolhido e ele seria afastado de suas atividades na rua.

Apoio da UNE a Lula

Nesta última terça-feira (6), a diretoria da UNE lançou manifesto declarando apoio à candidatura de Lula ao segundo turno contra o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).

A organização lançou a campanha “Estudantes com Lula” e convocou entidades estudantis e estudantes de todo o país a realizarem assembleias, plenárias e mobilizações dentro e fora de universidades.

“Não basta falar apenas para quem já está convencido. Nosso papel é disputar corações e consciências dentro e fora das instituições de ensino e dialogar com a sociedade sobre o projeto de país que defendemos”, destaca trecho do texto.

Para justificar os atos e a posição, a UNE lista no manifesto a defesa de temas como educação pública de qualidade, democracia, direitos sociais, soberania nacional, geração de empregos e ciência, além de programas sociais promovidos pelo governo Lula.

“Durante a semana, construir a campanha pela reeleição de Lula dentro e fora das universidades, chegando às praças, estações de transporte público, e todo espaço onde seja possível conversar com o povo. Nos finais de semana, construir brigadas em bairros, periferias e territórios. Onde houver estudante, tem que haver organização. Onde houver ameaça à democracia, deve haver movimento estudantil mobilizado”, pontua.

Segundo a UNE, mais de 70 atos foram marcados pelo país.

Flávio e Lula disputam o segundo turno no próximo dia 25 de outubro. Segundo apuração do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Flávio finalizou o primeiro turno com 47,03%, com 56,1 milhões de votos. Lula chegou a 45,16%, com 53,8 milhões.

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