Com 27 anos de existência, o Ministério da Defesa deverá passar por um processo de reestruturação no próximo governo, seja qual for o vencedor das eleições no dia 25.

Tanto auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto o núcleo da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) preveem uma reformulação no funcionamento da pasta.

Uma das ideias é unificar as aquisições de materiais bélicos ou, pelo menos, restringir a autonomia de cada uma das Forças para negociar individualmente seus grandes contratos de reaparelhamento.

O diagnóstico comum das duas campanhas é que existe menos “interoperabilidade” entre Exército, Aeronáutica e Marinha do que o desejado — ou seja, pouca capacidade de comandos, comunicações, sistemas, armamentos e tropas atuarem de forma conjunta e integrada.

Além disso, cada uma das três forças tem um escritório próprio de compras no exterior e assessoria parlamentar independente no Congresso Nacional. Toda essa estrutura também poderia ser unificada.

Em menor ou maior grau, as equipes de Lula e Flávio pretendem revisar esses pontos.

Outra possível mudança é a substituição do ministro da Defesa quando ele estiver temporariamente ausente.

Hoje, em vez de o secretário-geral assumir a pasta interinamente nessas situações, como ocorre em todos os demais ministérios, ela é chefiada por um dos comandantes das Forças Armadas, em sistema de rodízio.