O candidato ao governo de São Paulo pelo PT (Partido dos Trabalhadores), Fernando Haddad, defendeu nesta sexta-feira (4) a retirada do sigilo de investigações que envolvem figuras políticas e afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não interfere na atuação da Polícia Federal.

A declaração foi dada durante uma agenda de campanha na Freguesia do Ó, na zona norte de São Paulo, ao ser questionado por jornalistas sobre as discussões envolvendo o STF (Supremo Tribunal Federal) e investigações em andamento.

Haddad afirmou que é preciso criar condições para que as apurações cheguem até o fim e para que eventuais responsáveis sejam punidos, independentemente de quem esteja envolvido.

O candidato também defendeu que os sigilos sejam retirados, inclusive de investigações que envolvam ministros do próprio Supremo. Segundo ele, diante da proximidade das eleições, o eleitor precisa ter acesso a essas informações antes de decidir o voto.

Haddad voltou a citar Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e investigações relacionadas ao grupo político do ex-presidente Jair Bolsonaro. Para o petista, todas as suspeitas precisam ser apuradas sem seletividade.

Foi nesse contexto que Haddad falou sobre a atuação do governo federal. Ele afirmou que Lula deu autonomia à Polícia Federal e disse que o presidente “nunca mexeu um dedo para proteger nem para prejudicar quem quer que seja”.

Haddad também defendeu que Polícia Federal, Ministério Público e as demais instituições responsáveis pelas apurações trabalhem com independência, dentro da lei e com transparência.

Agenda na Freguesia do Ó

Haddad cumpriu agenda de campanha nesta sexta-feira na Freguesia do Ó. Ele passou pela Igreja Santa Cruz e, depois, seguiu pela Avenida Itaberaba ao lado de apoiadores, em uma passeata seguida de carreata pela região.

Durante a conversa com jornalistas, o candidato também apresentou propostas para a segurança pública e fez críticas ao governo de Tarcísio de Freitas.

Haddad defendeu o uso de tecnologia e de dados em tempo real para agilizar o registro e a investigação de crimes, principalmente golpes digitais e roubos de celulares. Segundo ele, também é necessário chegar à cadeia de receptação dos aparelhos roubados e ampliar a integração entre as forças de segurança.

O candidato ainda fez críticas à atual gestão estadual nas áreas de infraestrutura e educação. Na educação, defendeu mudanças no ensino médio e no ensino técnico, além da valorização dos professores da rede estadual.

Neste sábado (5), Haddad segue para São José do Rio Preto, onde participa de um ato de campanha ao lado do presidente Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). O evento está marcado para as 10h, na Praça Dom José Marcondes, no centro da cidade.