O presidente e candidato a reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta segunda-feira (19), em entrevista ao SBT, a adoção de medidas para beneficiar a população durante o período eleitoral. Segundo o petista, as iniciativas terão efeitos duradouros, independentemente do resultado das urnas.

“Não vou deixar de dar benefício porque tem eleição“, disse. Lula disse que propostas apresentadas anteriormente pelo governo estão avançando no Congresso e citou a PEC (Proposta de Emenda a Constituição) da Segurança Pública, encaminhada em março de 2025.

O presidente afirmou que houve participação dos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), e do Senado, Davi Alcolumbre (União), para colocar propostas em votação. “Independente do resultado eleitoral, o benefício vai continuar para o povo brasileiro”, declarou. Segundo ele, são medidas com alcance para as próximas duas décadas.

Reajuste do Bolsa Família

Questionado sobre o Bolsa Família, Lula afirmou que a correção foi determinada após a identificação de espaço fiscal no Orçamento. O presidente atribuiu à avaliação da equipe econômica a ausência de um reajuste anterior.

“O pessoal da área econômica achou que, portanto, não precisava dar outro aumento no ano seguinte”, disse Lula, se referindo ao primeiro reajuste de seu governo, em 2023. “À medida que apareceu espaço fiscal, eu fiquei muito nervoso, porque reposição de inflação é obrigatória em qualquer lugar do mundo.”

O reajuste foi anunciado em 17 de setembro e elevou o piso do programa de R$ 600 para R$ 691. Segundo o governo, a mudança recompõe a inflação. A medida integra uma sequência de anúncios durante a campanha, que inclui o Desenrola 3.0, para renegociação de dívidas, e a suspensão dos impostos federais sobre a gasolina por um mês.

Após o primeiro turno, o Executivo também apresentou o Prospera MEI, com proposta de perdão de R$ 12,6 bilhões em dívidas de microempreendedores com o governo. Lula prometeu ainda um Pé-de-Meia para universitários em eventual próximo mandato e anunciou que enviaria uma PEC para viabilizar transporte público gratuito aos fins de semana.

Na sexta-feira (16), Caixa e Corinthians avançaram nas negociações sobre a dívida do estádio do clube, de cerca de R$ 660 milhões, com a assinatura de um acordo de confidencialidade.