O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou neste sábado (10) o “tesouraço” proposto pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) caso seja eleito ao Palácio do Planalto.
O congressista do PL afirmou durante a campanha que fará um corte nos gastos públicos. Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, a equipe econômica do congressista estuda acabar com os pisos constitucionais da saúde e da educação, além de mudar a regra de reajuste das aposentadorias do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e do BPC (Benefício de Prestação Continuada).
Lula disse que ser adversário precisa explicar como serão feitos esses cortes.
“É preciso que a sociedade comece a se perguntar: de onde vai ser esse corte? Não conheço ninguém da elite que governou esse país que teve coragem de cortar dos empresários”, disse.
A declaração ocorreu durante uma caminhada em Natal (RN), agenda que deu início ao giro do petista pelo país rumo ao segundo turno. A campanha de Lula busca reverter a desvantagem que o candidato à reeleição no primeiro turno. Flávio terminou a primeira rodada com 47,03% dos votos enquanto o atual presidente recebeu 45,16%.
O petista também afirmou que o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi responsável por realizar cortes nos programas Farmácia Popular, Mais Médicos, Minha Casa, Minha Vida, além de não ter promovido reajuste do salário mínimo e da aposentadoria acima da inflação.
O mandatário também aproveitou o começo de campanha no Nordeste para lembrar das medidas de seu governo para a região. Lula afirmou que algumas obras de infraestrutura foram importantes, como a transposição do rio São Francisco, canal do sertão da Bahia e da Transnordestina.
“Vocês sabem o que era o Nordeste antes de o PT ganhar a presidência e o que é agora. Vocês sabem quantas universidades, institutos, mestres e doutores a gente tinha antes e quantas a gente tem agora”, afirmou.
