O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passa este sábado (17) em Brasília, na preparação para o primeiro debate do segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL), marcado para domingo (18), na Band.

A orientação da campanha é que o petista evite um tom agressivo e priorize a defesa das realizações do governo, além da apresentação de propostas para um eventual novo mandato.

Como mostrou a CNN, a ideia é que o chefe do Executivo tenha uma postura propositiva, sem concentrar suas falas em ataques pessoais ao adversário. A campanha busca aproveitar o confronto para destacar medidas recentes da gestão e associá-las à recuperação da renda e do poder de compra das famílias.

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Entre os temas previstos estão o fim da escala 6×1, medidas para os MEI’s (microempreendedores individuais), a ampliação da isenção do Imposto de Renda e o Desenrola. Na saúde e na educação, Lula deve apresentar propostas para ampliar o acesso a atendimentos e às escolas de tempo integral.

Comparações com o governo Bolsonaro não estão descartadas, mas aliados defendem que o presidente se concentre no atual mandato e no que pretende fazer nos próximos quatro anos.

A preparação ocorre em um momento em que a campanha de Lula considera a eleição indefinida. Embora aliados celebrem a redução da vantagem de Flávio nas pesquisas, a avaliação é que não existe uma “bala de prata” capaz de decidir a disputa.

No entorno do presidente, a expectativa é que o resultado seja definido nos detalhes, a partir de três frentes: o desempenho nos debates na televisão, o engajamento nas redes sociais e a capacidade de mobilização nas ruas.

A campanha atribui parte da aproximação nas intenções de voto ao aumento da participação digital da militância e à presença de apoiadores em atos recentes, especialmente na Avenida Paulista, em São Paulo, e em Copacabana, no Rio de Janeiro.

Outro fator apontado por aliados é a ofensiva contra o plano de corte de gastos de Flávio, chamado de “Tesouraço”. A estratégia tem sido apresentar os riscos que, na avaliação da campanha petista, as propostas do adversário poderiam representar para a população.

Do outro lado, a equipe de Flávio também trabalha com a orientação de evitar ataques pessoais no debate. O senador deverá abordar principalmente segurança, saúde e economia e responder caso seja provocado.

As duas campanhas esperam um confronto moderado, com foco em propostas e atenção ao risco de erros nesta reta final.

*Sob supervisão de Mayara da Paz