A ex-primeira-dama e candidata ao senado pelo PL, Michelle Bolsonaro (DF), afirmou neste domingo (4) que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está “ansioso, mas confiante” a respeito do primeiro turno das eleições.

“Meu marido está bem, graças a Deus. Está um pouquinho ansioso, mas está confiante”, disse Michelle a jornalistas. A candidata acompanhou a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), que tenta a reeleição, na votação.

Ao ser questionada, a candidata afirmou que não teve reuniões recentes com Flávio Bolsonaro (PL), seu enteado e candidato à Presidência. Ela declarou que ainda avaliará se participará de reunirão com Flávio ainda neste domingo.

O senador votou no Rio de Janeiro e acompanhará a apuração dos votos de Brasília.

A ex-primeira-dama deve acompanhar a apuração dos votos ao lado de Celina Leão e da deputada Bia Kicis (PL), que também concorre a uma vaga no Senado do Distrito Federal.

Michelle não comentou sobre a análise pelo Senado da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que muda a escala 6×1, pautada para a próxima semana, quando questionada. “Quando eu for eleita, a gente conversa sobre a escala 6×1”, disse. A candidata afirmou acreditar na vitória de Flávio para a Presidência e Celina para o governo do DF ainda no primeiro turno.

Nas eleições de 2026, espera-se que 158.745.483 brasileiros se dirijam às urnas, segundo informações do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O número representa um acréscimo de 2,2 milhões de eleitores em relação ao pleito anterior.

Neste pleito, os eleitores decidem seis cargos: deputado ou deputada federal, deputado ou deputada estadual, senador ou senadora (duas vagas), governador(a) e presidente. Se necessário, o segundo turno para cargos executivos (governo e Presidência) será realizado em 25 de outubro.

Relação de Michelle e Flávio Bolsonaro

A participação de Michelle na campanha do enteado sempre foi vista com dúvida e ceticismo por parte de aliados do presidenciável. Ao longo dos últimos dois meses, Michelle postou poucos vídeos ao lado de Flávio e focou na própria campanha ao Senado.

Ele, por sua vez, a citava como uma das candidatas do PL ao Senado pelo Distrito Federal em transmissões ao vivo por exemplo, mas também sem fazer maiores acenos à esposa do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A expectativa de aliados por alguma participação mais coesa e frequente começou a desmoronar quando surgiram, nos bastidores, os primeiros sinais de divergências pela herança do espólio político e eleitoral de Jair Bolsonaro.

A situação se agravou em junho deste ano, quando Michelle deixou a presidência do PL Mulher após uma crise pública envolvendo o enteado e chegou a afirmar, em vídeo, que havia sido maltratada e humilhada por ele.

Na época das convenções partidárias e com a chegada do início oficial da campanha eleitoral, Flávio e Michelle fizeram declarações à imprensa para demonstrar uma suposta reconciliação. No entanto, nunca mais posaram juntos publicamente.

De todo modo, ambos chegaram a esta reta final de primeiro turno bem posicionados, independentemente do apoio do outro, o que é visto com alívio por aliados.

Flávio disputa o Planalto como o candidato com mais condições de desafiar a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas urnas, enquanto Michelle aparece em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto para o Senado na capital federal.

*Sob a supervisão de Emilly Behnke