Na véspera do primeiro turno das eleições de 2026, o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, voltou a criticar o STF (Supremo Tribunal Federal) e afirmou que ministros da Corte não podem atuar como “agentes políticos” do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração foi feita neste sábado (3), após uma motocarreata entre Santa Bárbara d’Oeste e Americana, no interior de São Paulo.
Flávio afirmou que há um “desequilíbrio” entre os Poderes e defendeu uma reforma do Judiciário. Segundo o candidato, seu plano de governo prevê mudanças nas decisões monocráticas de ministros do STF e o fim do foro por prerrogativa de função.
“Tem muita coisa que tem que ser consertada. As decisões monocráticas que são dadas, declarando inconstitucionais leis e atos do Congresso… A Corte máxima tem que deixar de ser uma delegacia de polícia. Tem que acabar com foro por prerrogativa”, afirmou.
Na sequência, Flávio acusou ministros do STF de atuar para favorecer Lula na disputa eleitoral. “Eu lamento. Já temos os amigos do Lula no STF fazendo de tudo, dando canetada para tentar ajudar o Lula a se reeleger”, disse.
O candidato também afirmou que o Congresso Nacional estaria “capturado” pelo governo e pelo STF, em aparente crítica ao Senado pautar a análise do fim da escala 6X1 para a próxima semana. Segundo Flávio, os dois Poderes estariam tentando antecipar para o período eleitoral discussões que deveriam ocorrer depois da votação.
“Eu vou olhar pra frente, quero fazer um governo de pacificação. Temos que ajustar muitas coisas em Brasília. O poder está completamente desequilibrado. Ministros não podem ser assessores. Ministros do STF não podem ser agentes políticos do governo Lula, e nem de nenhum outro viés ideológico”, declarou.
Em outro momento da fala, o candidato afirmou que parte da Polícia Federal estaria sendo usada para perseguir adversários políticos. “Quando enfrentamos o PT, temos mentiras em massa, botaram uma parte da PF para perseguir adversários em vários estados”, afirmou.
Flávio afirmou ainda que, em um eventual governo, pretende promover uma “pacificação” e fazer mudanças na relação entre os Poderes.
Ao falar sobre o resultado das eleições, Flávio disse ter convicção de que poderá vencer já no primeiro turno.

