O número de candidatos LGBTQIA+ eleitos saltou de 18 para 35 nas eleições do último domingo (4), o maior número da série histórica, segundo dados compilados pelo IPC (Instituto Plena Cidadania).

O levantamento mostra que, somando o Congresso Nacional e as assembleias estaduais e distritais, o número de parlamentares aumentou de 18 para 35 em comparação com 2022.

De acordo com o instituto, o salto foi mais expressivo nas assembleias estaduais, que aumentaram de 13 para 20 deputados, além da manutenção de uma cadeira na CLDF (Câmara Legislativa do Distrito Federal).

No Congresso Nacional, a bancada saltou de 4 para 13 nomes na Câmara dos Deputados e manteve um posto no Senado, com a reeleição de Fabiano Contarato (PT-ES).

Os dados deste pleito apontam que o avanço da bancada foi protagonizado por mulheres. Das 35 pessoas eleitas, 27 são mulheres (77%), sendo sete (20%) mulheres trans, incluindo a deputada federal mulher mais votada da história, Erika Hilton (PSOL-SP), com 1,5 milhão de votos.

Segundo o IPC, o avanço das candidaturas foi puxado por parlamentares negros (57%). Apesar do resultado histórico, a representatividade de deputados e senadores LGBTQIA+ no Legislativo (2,15%) segue abaixo da proporção de LGBTQIA+ na população brasileira (9%).

De acordo com o instituto, neste pleito, as candidaturas LGBTQIA+ saltaram de 327 para 519. Na avaliação do IPC, 79,1% das candidaturas (408) foram de partidos de esquerda, seguidas por 12,4% (64) de partidos de centro e 8,5% (44) de siglas de direita.

Os 35 eleitos foram de partidos de esquerda, sendo 17 do PT (Partido dos Trabalhadores), 14 do PSOL (Partido Socialismo e Liberdade), 3 do PCdoB (Partido Comunista do Brasil) e 1 do PV (Partido Verde).

O levantamento mostra que o Sudeste foi a região com mais parlamentares LGBT+ eleitos (20), seguido pelo Nordeste (7), Centro-Oeste (4) e Sul (4). A Região Norte foi a única que não elegeu parlamentares LGBTQIA+.

Entre os estados, São Paulo lidera com 10 eleitos, seguido por Rio de Janeiro (5) e Minas Gerais. Bahia, Rio Grande do Norte, Distrito Federal, Santa Catarina e Rio Grande do Sul tiveram 2 parlamentares eleitos cada.

*Sob supervisão de Mayara da Paz