A OpenIA, desenvolvedora do ChatGPT, acionou a PF (Polícia Federal) sobre possíveis ameaças feitas ao atual presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o uso da plataforma de inteligência artificial.

Procurada pela CNN Brasil nesta quinta-feira (15), a OpenAI confirmou a informação e disse também ter informado o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sobre o caso.

“Também notificamos o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em linha com nosso plano de conformidade eleitoral”, afirmou um porta-voz da empresa.

Segundo a nota, a companhia segue o protocolo de comunicar às autoridades quando as conversas dos usuários indicam “risco iminente e concreto de que outras pessoas possam sofrer algum dano“.

“Nossos sistemas são projetados para ajudar a manter as pessoas seguras, tanto em nossas plataformas quanto no mundo real. Quando conversas indicam um risco iminente e concreto de que outras pessoas possam sofrer algum dano, notificamos as autoridades”, prosseguiu.

O petista disputa o segundo turno no próximo dia 25 de outubro com o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). Segundo o TSE, no primeiro turno, Flávio obteve 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula, 45,16%.

Nesta semana, o nome do atual presidente esteve envolvido em outro imbróglio envolvendo inteligência artificial.

Na quarta (14), diversos usuários de WhatsApp acusaram a ferramenta de inteligência artificial MetaAI de produzir conteúdos que estariam privilegiando a campanha de Flávio em detrimento da de Lula.

Como mostrou a CNN, relatos indicam que a ferramenta dizia não poder produzir conteúdos relacionados ao petista, mas quando a mesma solicitação era feita usando o nome do candidato do PL (Partido Liberal), a imagem era disponibilizada.

A coligação da qual Lula faz parte, a Brasil Pronto Pra Mais, acionou o TSE questionando o funcionamento da ferramenta. Em representação encaminhada à Justiça Eleitoral, a coligação alega que “essas práticas podem interferir na formação da opinião dos eleitores e comprometer a igualdade de condições entre as candidaturas”.

A Meta disse à CNN ter proibido “temporariamente a recomendação de candidatos ou a geração de imagens deles”.

Nesta quinta, o presidente do TSE, Nunes Marques, reuniu-se com representantes da Meta para discutir a denúncia vinda da campanha de Lula, como apurou a CNN.

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