O Partido Liberal (PL) terá uma chapa puro sangue nas eleições no Rio de Janeiro após desistências sucessivas de aliados de outros partidos. Nesta terça-feira (4), as últimas peças do quebra-cabeça foram anunciadas.
O senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), confirmou o deputado federal Carlos Jordy (PL) como o outro nome ao Senado do partido no estado fluminense. Jordy terá o senador Carlos Portinho (PL) ao seu lado na disputa pelas duas vagas à Casa Legislativa.
A vereadora de Niterói, Fernanda Louback (PL), por sua vez, foi definida como vice na chapa ao governo estadual encabeçada pelo presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Douglas Ruas (PL).
Essas definições acontecem após uma série de desistências de aliados, inclusive da federação PP-União Brasil, que optou por seguir o caminho da neutralidade.
No Rio de Janeiro, as negociações envolveram a possibilidade de o PP indicar o candidato a vice de Douglas Ruas, por meio do ex-prefeito de Nova Iguaçu Rogério Lisboa (PP), mas a articulação não avançou nesta reta final de articulações.
Com isso, o PL acabou recorrendo a uma solução interna e definiu Fernanda Louback para compor a chapa, que antes seria candidata a deputada estadual.
Em maio, o ex-governador Cláudio Castro (PL) retirou sua pré-candidatura ao Senado depois de ser alvo de operações da Polícia Federal que apuram suspeitas de ligação com o empresário Ricardo Magro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
A candidatura já enfrentava dificuldades após o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) torná-lo inelegível.
Mais recentemente, na segunda-feira (3), o ex-deputado Márcio Canella (União Brasil) também anunciou que deixaria a disputa por uma vaga no Senado.
A decisão foi tomada após ele ser alvo de uma operação da Polícia Federal que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo postos de combustíveis. Em vez de concorrer ao Senado, Canella buscará um novo mandato na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro).
Portinho então entrou como substituto de Castro, e Jordy passou a ocupar o espaço de Canella.
A composição da chapa exclusivamente com filiados ao PL no berço do bolsonarismo evidencia as dificuldades enfrentadas por Flávio Bolsonaro para ampliar sua coalizão eleitoral.
A definição reforça uma tendência observada em outras unidades da federação: diante da resistência das cúpulas partidárias em aderir formalmente à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro, o PL passou a priorizar chapas próprias e acordos regionais, preservando o palanque do partido mesmo sem uma aliança nacional mais ampla.

