Jorginho dos Santos Mello é o incumbente ao Palácio Cruz e Sousa. Aos 70 anos, o candidato do PL chega a sua nona eleição.
Nascido em julho de 1956, Jorginho Mello é natural do município de Ibicaré, localizado no Meio-Oeste Catarinense. É formado em Estudos Sociais pela Universidade do Oeste de Santa Catarina e em Administração e Direito pela Universidade do Sul de Santa Catarina. Bancário de profissão, trabalhou no Banco do Estado de Santa Catarina de 1975 a 2002.
Jorginho declarou R$ 2,8 milhões em bens à Justiça Eleitoral, dentre os quais dois automóveis, um terreno em Araranguá (município litorâneo no extremo sul do estado de Santa Catarina) avaliado em R$ 828,68, dois apartamentos em Itapema (litoral norte de SC) estimados em R$ 380 mil e investimentos.
Carreira política
Ingressou na política ainda jovem, elegendo-se vereador pelo município de Herval d’Oeste (SC), filiado ao extinto Arena (Aliança Renovadora Nacional). Fundada na década de 1960, a legenda de extrema-direita era o partido da Ditadura Militar.
Entre 1977 e 1978, foi o mais jovem presidente da Câmara municipal de Herval d’Oeste. Em 1979, foi tesoureiro da União de Vereadores de Santa Catarina.
Anos mais tarde, disputou a Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina) pelo PL, elegendo-se para mandato de 1995 a 199 com 19.104 votos. Reeleito pelo PSDB na legislatura seguinte, foi o candidato mais votado o partido no pleito de 1998, com 26.825 votos.
Em 2002, voltou a concorrer para uma cadeira na Alesc, conquistando 34.486 votos. Nesses últimos dois períodos, foi presidente da bancada do PSDB.
Em 2006, garantiu mais um mandato como deputado estadual, registrando 54.002 votos – o terceiro melhor colocado do partido – e, em seguida, sendo escolhido para presidir a Casa.
Já no pleito de 2010, Jorginho alçou seu primeiro voo a Brasília. Ainda no PSDB, elegeu-se deputado federal por Santa Catarina, com 119.757 votos, período no qual participou da relatoria dos projetos do Pronatec (Programa Nacional de Ensino Técnico) e das alterações do SUPERSIMPLES (o regime tributário Simples Nacional dedicado aos pequenos negócios) na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça).
Na disputa seguinte, elegeu-se deputado federal pelo antigo PR (Partido da República, hoje PL). Em 2018, foi eleito pela legenda à Casa Alta.
Em 2022, elegeu-se governador de Santa Catarina, e nestas eleições, ele tenta a reeleição com a coligação FÉ NO TRABALHO E PÉ NA TÁBUA, que reúne as legendas: Avante, Agir, DC, Federação PSDB Cidadania, Novo, Republicanos, Podemos e PL. Seu vice é Adriano Silva, do Partido Novo.

