Wagner dos Santos Carneiro, conhecido como Waguinho, é candidato ao Senado pelo Rio de Janeiro nas eleições de 2026. Filiado ao Republicanos, o ex-prefeito de Belford Roxo disputa uma das duas vagas destinadas ao estado, com André R. R. Soares e Dra. Renata como suplentes do mesmo partido.
Aos 54 anos, Waguinho declarou à Justiça Eleitoral ser casado, advogado e ter ensino superior completo. O patrimônio informado pelo candidato ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) soma R$ 932.763,30.
Waguinho é casado com a deputada federal Daniela do Waguinho (Republicanos-RJ), que comandou o Ministério do Turismo no terceiro governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O casal tem dois filhos.
Trajetória política
Nascido em 29 de outubro de 1971, no Rio de Janeiro, Waguinho construiu sua carreira política em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. Formado em Direito pela UniverCidade, começou a trabalhar na Câmara Municipal em 1993, como faxineiro.
Em 2002, foi aprovado em concurso público para o cargo de programador de computador na Câmara. Posteriormente, trabalhou como chefe de gabinete da presidência da Casa.
A primeira disputa eleitoral ocorreu em 2008, quando Waguinho foi eleito vereador de Belford Roxo pelo PRTB (Partido Renovador Trabalhista Brasileiro). Ele recebeu 5.413 votos, terminou como o candidato mais votado do município e assumiu a presidência da Câmara Municipal em 2009.
Dois anos depois, conquistou uma cadeira na Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro) com 34.820 votos. Em 2012, tentou chegar pela primeira vez à Prefeitura de Belford Roxo, mas perdeu no segundo turno para Dennis Dauttmam (PCdoB).
Waguinho permaneceu na Assembleia e foi reeleito deputado estadual em 2014, já pelo então PMDB, com 53.835 votos. Durante a passagem pela Alerj, presidiu as comissões de Minas e Energia e Disque Criança, além de integrar colegiados relacionados a orçamento, educação, obras públicas, saúde e meio ambiente.
Em 2016, voltou a disputar a Prefeitura de Belford Roxo. Waguinho recebeu 102.777 votos no primeiro turno e venceu a segunda etapa com 117.352 votos, equivalente a 56,99% dos votos válidos.
O político conquistou a reeleição em 2020, ainda no primeiro turno, com 162.720 votos, ou 80,40% dos válidos. Permaneceu à frente da Prefeitura entre janeiro de 2017 e dezembro de 2024.
Depois de passar pelo MDB e pelo União Brasil, Waguinho filiou-se ao Republicanos em abril de 2023 e assumiu, naquele momento, a presidência estadual da legenda.
Candidatura ao Senado
Na campanha de 2026, Waguinho apresentou-se como representante da Baixada Fluminense no Senado. Nas redes sociais, o candidato diz que trabalha com bandeiras principais para defender os municípios, sendo elas saúde, segurança, infraestrutura, recursos e pacto federativo.
Entre os temas defendidos pelo candidato, estão o direcionamento de emendas para a região, a valorização dos profissionais e segurança pública, a preservação dos royalties do petróleo e a atração de investimentos para o estado.
O registro da candidatura, no entanto, ainda aguarda uma decisão definitiva do TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro). O Ministério Público Eleitoral pediu o indeferimento do pedido com base na rejeição, pela Câmara de Belford Roxo, das contas municipais de 2021 e 2022. Segundo a Procuradoria, as irregularidades apontadas incluem o não pagamento integral de parcelas de acordos relacionados a dívidas previdenciárias de exercícios anteriores.
Neste mês, o TRE-RJ decidiu buscar esclarecimentos adicionais antes de concluir o julgamento. A Corte solicitou informações sobre a menção ao nome de Waguinho em uma investigação da Draco (Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas). Durante a sessão, o desembargador Fábio Porto Ribeiro ressaltou que a diligência não significa atribuir ao candidato participação nos fatos investigados, já que poderia ser autor ou testemunha, por exemplo. Portanto, até a conclusão do julgamento, Waguinho permanece com a candidatura aguardando análise da Justiça eleitoral.
Além dele, concorrem ao Senado pelo Rio de Janeiro André Monteiro (Democrata), Benedita da Silva (PT), Carlos Jordy (PL), Carlos Portinho (PL), Helio Secco (Missão), Luciano Mattos (PRTB), Luiz Eugenio (PCO), Marcelo Crivella (Republicanos), Marcos Dias (Podemos), Michelly Xavier (UP), Monica Benicio (Psol), Ó Clemente (Democrata), Paula Falcão (PSTU), Pedro Paulo (PSD) e Vinicius Benevides (UP).

