Túlio Lopes é um dos 11 candidatos ao governo de Minas Gerais nas eleições de 2026. Professor da UEMG (Universidade do Estado de Minas Gerais), ele disputa o Palácio Tiradentes em chapa formada pelo PCB (Partido Comunista Brasileiro), com Warlen Nunes como candidato a vice-governador na chapa.
Esta é a quinta candidatura de Túlio a um cargo eletivo e a segunda ao governo mineiro. Ele concorreu a deputado estadual em 2006, a governador em 2014, a vereador de Belo Horizonte em 2016 e ao Senado em 2018, sempre pelo PCB. Em 2014, recebeu 26.023 votos na disputa pelo governo.
A pré-candidatura ao governo foi lançada pelo PCB em dezembro de 2025 e oficializada em convenção partidária em 25 de julho deste ano. Ao anunciar o nome de Túlio, o partido afirmou que pretendia apresentar uma alternativa de esquerda ligada às reivindicações de servidores estaduais, da juventude e de movimentos populares. O PCB também defendeu uma posição de independência em relação a alianças com forças políticas que classifica como liberais ou de direita.
Nascido em Belo Horizonte, em 8 de junho de 1982, Túlio tem 44 anos e milita no PCB desde 1999. Sua trajetória política começou no movimento estudantil: integrou entidades como a UMES-BH (União Municipal dos Estudantes Secundaristas de Belo Horizonte), o DCE-UFOP (Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal de Ouro Preto) e a UEE-MG (União Estadual dos Estudantes de Minas Gerais). Também integrou a diretoria da Associação dos Moradores do Bairro da Graça, em Belo Horizonte, e participou do Comitê Mineiro do Fórum Social Mundial. Atualmente, é secretário político do PCB em Minas Gerais e integra o Comitê Central da legenda.
Graduado em História pela UFOP (Universidade Federal de Ouro Preto), Túlio é especialista em História e Culturas Políticas pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e mestre e doutor em Educação. Atuou como professor das redes públicas municipal e estadual e ingressou na UEMG em 2012, onde é professor efetivo. Também presidiu a Aduemg (Associação dos Docentes da UEMG) entre 2024 e julho de 2026.
O plano de governo apresentado pelo candidato propõe ampliar a participação popular na administração estadual e a presença do Estado em setores considerados estratégicos. Entre as medidas, estão uma auditoria da dívida pública, a reversão de privatizações, a reestatização da Copasa e da Cemig e mudanças na política de exploração mineral. O documento também prevê reforma agrária, tarifa zero no transporte coletivo, redução da jornada de trabalho sem redução salarial e ampliação de investimentos públicos em saúde, educação e habitação.
Na área social, o programa propõe concluir hospitais regionais, ampliar a educação pública em tempo integral, realizar concursos públicos e adotar medidas de valorização dos servidores estaduais. O documento também apresenta propostas de combate à insegurança alimentar, proteção ambiental e políticas voltadas a mulheres, população negra, indígenas, quilombolas e pessoas LGBTQIA+. Na área de direitos humanos, o PCB defende a recriação da Covemg (Comissão da Verdade de Minas Gerais).
No registro da candidatura apresentado à Justiça Eleitoral, Túlio informou não possuir bens a declarar.

