Após vencer o leilão da Régis Bittencourt, estrada que liga São Paulo a Curitiba, a EPR afirmou que o foco da empresa se manterá no setor rodoviário.
Com a vitória no certame desta quinta-feira (23), depois de apresentar desconto de 22,53% sobre a tarifa básica de pedágio, o grupo chegou à sua oitava concessão na carteira.
À CNN, o CEO da EPR, José Carlos Cassaniga, afirmou que a prioridade da empresa é executar o projeto vencido “com excelência”.
Ainda segundo Cassaniga, o objetivo das intervenções na Régis Bittencourt é ampliar a capacidade da rodovia e garantir mais fluidez ao tráfego. O conjunto de obras será distribuído entre o terceiro e o nono ano da concessão, que tem 15 anos de duração contratual.
A EPR já detém outras concessões no Paraná — sendo três lotes de estradas no estado — e em Minas Gerais.
“Desde o início da nossa estratégia identificamos a necessidade de novos investimentos em corredores logísticos importantes. Hoje estamos presentes em concessões do programa federal no Paraná, no programa federal em Minas Gerais e também em concessões estaduais mineiras”, afirmou Cassaniga.
Leilão da Régis
A empresa venceu o leilão da Régis Bittencourt, que foi a mercado após passar repactuação do contrato com a Arteris, atual concessionária do trecho.
Além da EPR e da atual concessionária, a Motiva também apresentou proposta.
Ao todo, são previstos R$ 7,2 bilhões em investimentos para ampliação, modernização e adequação da infraestrutura da via ao longo do contrato.
O leilão aconteceu após a repactuação do contrato de concessão da rodovia com a Arteris, atual responsável pelo trecho.
Nesses casos, o novo contrato atualiza o cronograma de investimentos, ampliação da capacidade da rodovia e melhorias operacionais, além de estabelecer novas condições econômico-financeiras para a exploração do ativo.
Além da vencedora e da atual concessionária, a Motiva também apresentou proposta.
Entre as intervenções previstas estão 68,91 km de faixas adicionais, 32,80 km de vias marginais, 14 pontos de ônibus, 32,8 km de ciclovias, 18 passarelas, 19 passagens de fauna, 91,4 km de iluminação em trechos de serra, 13 melhorias de interseções, duas melhorias de acesso, quatro obras de macrodrenagem e 27 correções de traçado.
Em abril, durante entrevista ao Conexão Infra, o ministro dos Transportes, George Santoro, afirmou à CNN, que a disputa pelo ativo deveria ser acirrada. À época, Santoro declarou ter cinco grupos interessados no certame.

