O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, disse a um comandante sênior do Hamas, preso em Israel, que buscaria a execução dele caso se tornasse ministro da Defesa; a declaração consta em imagens divulgadas no domingo (27).

Ben-Gvir falou para Hassan Salama, comandante sênior do braço armado do Hamas, que queria vê-lo morto e que providenciaria a execução.

Durante o encontro, o ministro usava na lapela um broche que retratava uma corda de forca.

A agência de notícias Reuters não conseguiu verificar de forma independente a data e o local do vídeo.

Salama foi acusado por Israel de arquitetar uma série de atentados suicidas em 1996, realizados após o assassinato, por parte de Israel, de Yahya Ayyash — o especialista em fabricação de bombas do Hamas.

Os ataques mataram dezenas de israelenses e deixaram centenas de feridos.

Salama, natural de Gaza, foi condenado por tribunais israelenses a 48 penas de prisão perpétua, figurando entre as sentenças mais longas já impostas a um prisioneiro palestino.

​​Israel vetou a libertação de Salama em acordos anteriores de troca de prisioneiros com o Hamas.

Nas imagens, Ben-Gvir — que defende a pena de morte para militantes palestinos condenados por ataques letais — diz a Salama que aquele encontro representava o “fechamento de um ciclo”, referindo-se aos protestos dos quais participou na adolescência, após os atentados a ônibus.

Em um comunicado divulgado juntamente com o vídeo, o ministro também afirmou que promoveria uma política de “emigração” a partir de Gaza e da Cisjordânia caso assumisse o cargo de ministro da Defesa.

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