O estado do Texas abriu nesta segunda-feira (19) a votação antecipada para as eleições de meio de mandato, marcadas para o dia 3 de novembro. Além do Texas, outros estados também iniciaram o processo: Alasca, Arkansas, Connecticut, Carolina do Sul e Colorado, além de alguns condados da Flórida, como Miami-Dade e Orange, onde fica Orlando.

O Texas é considerado um reduto republicano que há três décadas tem vitórias do partido tanto nas eleições presidenciais quanto nas de meio de mandato. Segundo a correspondente da CNN Priscila Yazbek, são 12 eleições presidenciais consecutivas com vitórias republicanas no estado.

No entanto, neste ano a disputa promete ser significativamente mais acirrada, tanto para o governo estadual quanto para os distritos e para o Senado.

Disputa acirrada no Senado do Texas

O principal foco da disputa no Texas é a corrida pelo Senado, que coloca frente a frente James Talarico, deputado estadual democrata de 36 anos descrito como um cristão progressista, e Ken Paxton, procurador-geral do Texas e figura experiente do Partido Republicano.

Talarico aparece nas pesquisas com cerca de dois a três pontos percentuais à frente de Paxton. A campanha tem sido marcada por trocas de acusações: Paxton afirmou que Talarico é “um vegetariano que o odeia”, declaração prontamente desmentida pelo adversário, que disse adorar o tradicional churrasco texano.

Por sua vez, Talarico acusou Paxton de fazer parte de “um sistema manipulado por bilionários e políticos corruptos”, lembrando ainda que, em 2023, o Senado estadual aprovou o impeachment de Paxton pela Câmara Estadual — embora ele tenha sido posteriormente absolvido pelo Senado e mantido no cargo.

No ano passado, Paxton voltou aos holofotes após se divorciar da esposa após 38 anos de casamento, em meio a acusações de infidelidade conjugal, o que gerou rejeição expressiva até mesmo entre eleitores republicanos.

Mobilização dos eleitores e cenário nacional

A grande dúvida que paira sobre o Texas é se os republicanos conseguirão uma alta participação nas urnas. Pesquisas indicam que os democratas estão mais entusiasmados e mobilizados para votar do que os republicanos.

Priscila Yazbek destacou que algumas figuras históricas do Partido Republicano no estado declararam não estar motivadas a votar justamente por não quererem apoiar Ken Paxton. Há ainda uma rejeição crescente, inclusive entre republicanos no Texas, às políticas do presidente americano, Donald Trump, com alguns afirmando que ele “sequestrou o partido republicano”.

No cenário nacional, Donald Trump registra, segundo o agregador de pesquisas da CNN, uma aprovação de apenas 34%, com 65% dos entrevistados desaprovando sua gestão.

Ainda assim, Trump planeja visitar sete estados em sete dias, começando pelo Kansas — um reduto republicano onde venceu por dois dígitos sobre Kamala Harris em 2024 e que também não elege um democrata há 30 anos, mas que igualmente enfrenta uma disputa mais acirrada desta vez.

No fim de semana, Trump declarou que, caso não fizesse campanha, os democratas poderiam retomar o controle do Congresso.

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