O presidente da Câmara dos EUA, Mike Johnson, disse nesta segunda-feira (14) que o Congresso deve evitar pressa na regulamentação da inteligência artificial enquanto os Estados Unidos competem com a China, mas que espera que o presidente americano Donald Trump convoque em breve os fornecedores de IA à Casa Branca para discutir possíveis mecanismos de controle.
“Temos de ser muito cautelosos quanto a isso”, disse Johnson nesta segunda-feira ao falar com repórteres sobre a regulamentação da IA.
“Temos de manter nossa vantagem sobre a China… quem alcançar primeiro a inteligência artificial geral automatizada provavelmente terá vantagem sobre todos os outros ao redor do mundo. Se desacelerarmos demais a inovação — a inovação americana —, perderemos essa corrida crucial”.
O presidente da Câmara continuou: “Isso não é algo que possa ser feito às pressas. Temos pensado, deliberado, pesquisado e discutido esse assunto há muito, muito tempo”.
Johnson disse esperar que a reunião de Trump com executivos de IA ocorra “provavelmente” na Casa Branca, nas próximas uma ou duas semanas, embora tenha ressaltado que o encontro ainda não foi agendado.
“Haverá uma discussão ponderada sobre a responsabilidade das empresas em manter a segurança e qual papel, se houver, o governo deve desempenhar nisso. Mas, repito, não queremos agir precipitadamente”, disse.
“O reflexo dos órgãos legislativos é sobrecarregar as coisas com burocracia e hiper-regulamentação. Se você fizer isso, perde sua vantagem, e essa é uma questão de segurança nacional para o povo americano”, afirmou.
Questionado pela CNN sobre a sugestão de Trump na rede social Truth Social de que a IA não precisa de mecanismos de controle além de um presidente com “QI elevado”, o presidente republicano da Câmara indicou que a regulamentação poderia fazer parte da conversa.
“Isso fará parte da discussão que o presidente terá com os fornecedores de IA e com todos nós quando nos reunirmos para esse encontro”, disse ele ao ser perguntado se concordava com Trump.
“O que o presidente quer dizer é que é necessário manter nossa vantagem sobre os concorrentes internacionais. Acho que todos podemos concordar que isso é importante. Portanto, encontraremos o equilíbrio certo, mas não agiremos de forma irracional ou impensada, pois isso poderia gerar efeitos secundários negativos”, explicou Johnson.

