Uma reunião dos ministros do Interior da UE (União Europeia) para tratar da crise de imigração em Ceuta foi construtiva, disse o ministro do Interior da Espanha, Fernando Grande-Marlaska, a jornalistas na terça-feira (4).
Ele também pontuou que os Estados-membro reconheceram a resposta “imediata e eficiente” do governo espanhol à entrada das pessoas no território.
O ministro também informou que cerca de 70 mil dos 72 mil imigrantes que entraram em Ceuta já haviam deixado o local, acrescentando que o Espaço Schengen nunca foi comprometido, uma vez que o enclave norte-africano não está incluído no acordo.
O Espaço Schengen permite viagens sem necessidade de passaporte entre 29 países europeus, embora os Estados-membro possam reintroduzir temporariamente controles de fronteira por motivos de segurança ou ordem pública.
Segundo Grande-Marlaska, a inteligência espanhola não tinha indícios de que uma travessia em massa para Ceuta fosse iminente.
“Não houve relato, nem alerta”, disse ele.
O ministro destacou que o governo trabalhou o mais rápido possível para instalar uma barreira marítima na costa de Ceuta, após uma decisão da Suprema Corte da Espanha, em julho, determinando que imigrantes que chegassem a nado não poderiam ser imediatamente deportados caso não houvesse uma barreira no local.

