O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta sexta-feira (11) que a defesa de transparência nas investigações do caso Master “vale para Flávio”, em referência ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência e aliado político do governador. Tarcísio, no entanto, disse não acreditar que o senador esteja envolvido nas irregularidades investigadas.

A declaração ocorreu durante agenda de campanha em São José dos Campos, no Vale do Paraíba, na manhã desta sexta-feira (11), após Tarcísio ser questionado sobre a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), de retirar o sigilo de parte dos procedimentos relacionados ao caso Master, após pedido do presidente da Corte, Edson Fachin.

“Tudo tem que ser passado a limpo. Eu defendo transparência absoluta. O que a gente tem falado? Ninguém, absolutamente ninguém, está acima da lei. Ninguém está acima da Constituição. Isso vale para todo mundo”, afirmou.

Na sequência, Tarcísio citou Flávio Bolsonaro e também criticou o que chamou de “corporativismo” no Supremo.

“O Supremo não pode se unir para se defender; o Supremo tem que se unir para investigar. A gente não vai recuperar a credibilidade das instituições no silêncio ou no corporativismo. A gente vai recuperar a credibilidade na transparência, na investigação e na responsabilização. É isso que a gente defende. Isso vale para todo mundo”, disse.

“Isso vale para o Flávio. Isso vale para o Lulinha. Isso vale para o careca do INSS. Isso vale para o Master”, completou.

Ao ser questionado, ao final da entrevista, se mudaria seu apoio caso as investigações apontassem envolvimento do ex-presidente Jair Bolsonaro, Tarcísio afirmou que não acredita que isso tenha ocorrido e defendeu que as apurações prossigam.

“Não acredito que ele esteja. Vamos esperar as investigações. Ele tem dado os esclarecimentos dele. Tem muita coisa que precisa ser passada a limpo”, disse.

Caso Master

O caso Master provocou uma crise interna no STF nas últimas semanas. Mendonça é o relator das investigações e, nesta quinta-feira (10), determinou a retirada do sigilo de parte dos procedimentos após pedido de Fachin.

Tarcísio classificou o episódio como um “grande escândalo nacional” e defendeu que as informações produzidas pelas investigações sejam disponibilizadas à sociedade.

“Aquilo que está hoje, que faz parte dos inquéritos, que foi investigado pela polícia, tem que virar público. As pessoas têm que saber o que aconteceu. A República tem que ser passada limpa”, afirmou.