O candidato do Novo à Presidência da República e ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, disse nesta quinta-feira (30) que o ex-secretário de seu governo Marcelo Aro cometeu uma “traição” que “representa as aves de rapina da política que circundam os projetos”.
A crítica de Zema diz respeito à decisão do atual governador mineiro, Mateus Simões, de desligar Aro do planejamento eleitoral por “ter passado quatro anos parasitando o Governo de Minas” e tentado viabilizar um projeto político próprio.
“Essa traição do Aro é um dos problemas da política brasileira. As pessoas só pensam em seus próprios interesses. O que o Aro andou fazendo em Brasília vai abrir a porta para os políticos vendidos destruírem Minas de novo. Não podemos dar chances para essas aves de rapina. Ninguém gosta de traição, isso não faz parte do projeto que construímos. É a mesma velha política que quebrou Minas. Arranjos em jantares secretos em Brasília não tem nada a ver com Minas Gerais”, disse Zema em vídeo compartilhado com a imprensa.
Durante a gestão de Zema, Marcelo Aro comandou a Casa Civil e, posteriormente, a Secretaria de Governo, pasta responsável pela articulação política entre o Executivo e os demais Poderes. Inicialmente, a expectativa era de que ele integrasse a chapa de Simões como candidato ao Senado.
A relação entre os dois, no entanto, começou a se desgastar em abril deste ano, após a filiação do senador Carlos Viana ao PSD (Partido Social Democrático). Com a chegada do parlamentar, que também pretende disputar a reeleição ao Senado, Aro passou a demonstrar insatisfação com o espaço na composição da chapa.
“O Marcelo, para minha surpresa, disse que vem há semanas negociando a estrutura de candidatura dele ao governo do estado, concorrendo comigo, apesar da minha afirmação, ao longo das últimas semanas, de que ele seria o meu candidato ao Senado”, afirmou Simões à Itatiaia.
Com forte influência política sobre deputados, vereadores e lideranças municipais, Aro intensificou, nas últimas semanas, as articulações para lançar uma candidatura própria ao Governo de Minas. O movimento altera o cenário da sucessão estadual e também pode impactar as estratégias de partidos como PL e Republicanos, que ainda discutem uma eventual candidatura do senador Cleitinho Azevedo ao Palácio Tiradentes.
*Sob supervisão de Mayara da Paz

