O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), manifestou nesta quinta-feira (18) apoio e “solidariedade integral” ao senador Jaques Wagner (PT-BA), alvo de operação da PF (Polícia Federal) relacionada ao caso Master.
“Meu apoio, a minha solidariedade integral a um colega senador da República e tenho a convicção de que no decorrer do processo as verdades do senador Jaques Wagner virão à tona e serão comprovadas e um dia serão julgadas. E é lá nesse dia que a pessoa poderá ser condenada ou inocentada”, afirmou Alcolumbre a jornalistas no Congresso.
Alcolumbre defendeu que investigados tenham direito à “presunção de inocência” e criticou a tendência de condenar pessoas antes do devido processo legal. Segundo ele, no Estado Democrático de Direito, é “normal” que todos possam ser investigados ou questionados pelo Judiciário, mas devem ter o direito à defesa e à presunção de inocência.
“Nós precisamos entender que ninguém nesse país pode ser condenado antes do trânsito em julgado de um processo”, disse Alcolumbre.
Ele também criticou o ambiente polarizado e a tendência de “agressões” prevalecerem. “Eu respeito o papel de todas as instituições, da Polícia Federal, do Ministério Público Federal, da Justiça brasileira, mas a gente precisa ter a compreensão que esse mantra que todo mundo é culpado até que prove que é inocente está errado”, declarou.
A PF realizou nesta quinta-feira nova fase da operação Compliance Zero com buscas em endereços ligados a Jaques Wagner. O senador é líder do governo no Senado. Segundo as apurações, o congressista e integrantes de sua família teriam recebido vantagens econômicas indevidas negociadas com Augusto Lima, ex-sócio do Master e um dos alvos da operação deflagrada.
Jaques Wagner ainda não se manifestou sobre a operação da PF. A CNN tenta contato com a assessoria do senador. A defesa de Augusto Lima classificou a inclusão do cliente nesta fase da operação como “desnecessária” e acrescentou que o ex-banqueiro está há seis meses à disposição das autoridades.

