Davi Alcolumbre (União-AP) e Hugo Motta (Republicanos-PB) sinalizaram a Lula (PT) que não há tempo hábil para concluir a tramitação da PEC que prevê o fim da jornada de trabalho 6×1 antes das eleições. A informação foi apurada pela analista de política Isabel Mega após a realização da reunião entre os três.
Ao Hora H desta quarta-feira (26), Mega contou que, apesar da disposição total de Alcolumbre em avançar com o tema, não há tempo hábil dentro do calendário legislativo. “A gente só tem mais uma semana de esforço concentrado até o dia 4 de outubro”, explicou a analista.
Mega lembrou que, por se tratar de uma PEC, a proposta exige votação em dois turnos, o que torna o processo mais longo. A avaliação é de que a aprovação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) deve ser concluída, mas a votação no plenário do Senado ficará pendente.
Segundo Mega, uma das possibilidades que já circula em Brasília é a de que essa votação no plenário ocorra no período entre o primeiro e o segundo turno das eleições.
“Considerando que a eleição presidencial deve ser uma eleição de dois turnos, pelo que a gente tem desenhado pelos diversos institutos de pesquisa que estão mapeando a intenção de voto do brasileiro”, observou.
A analista reforçou que o que está impedindo o avanço da pauta do Senado é apenas a questão da falta de tempo: “Não é falta de disposição, porque está tudo muito destravado”, destacou Mega.
Segundo o que as fontes falaram à analista, a reunião entre Lula, Alcolumbre e Hugo Motta ocorreu em um tom leve e foi considerada produtiva. Diferentemente de outros encontros, desta vez nenhum outro auxiliar do presidente esteve presente na conversa.
Além da PEC do fim da escala 6×1, outros temas foram tratados na reunião, como o projeto de lei que trata do Redata (Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter), descrito como de grande importância para o Ministério da Fazenda, cuja votação também foi acertada para os próximos dias.

