As últimas pesquisas eleitorais revelam um cenário de estabilidade e polarização entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), sem oscilações significativas nas intenções de voto. Para a analista de Política da CNN Larissa Rodrigues, ao Bastidores CNN, os dados indicam que o chamado “efeito Master” já não exerce impacto relevante em nenhuma das duas campanhas.
O levantamento aponta que, em um eventual segundo turno entre os dois candidatos, os números se mantiveram exatamente iguais em relação às pesquisas anteriores. “Não oscilou e não variou nenhum número, nem do lado do Lula, nem do lado do próprio Flávio Bolsonaro (PL)”, destacou Larissa Rodrigues.
Polarização cristalizada
Entre os eleitores de Lula, cerca de 80% afirmam que já decidiram seu voto e não pretendem mudar. No campo de Flávio Bolsonaro, esse índice de certeza chega entre 60% e 70%. O cenário evidencia uma polarização considerada consolidada, com poucos eleitores ainda indefinidos entre os dois.
Segundo Larissa Rodrigues, o caso Master havia gerado grande expectativa sobre o impacto que poderia causar nas campanhas. Do lado de Flávio Bolsonaro (PL), os áudios vazados e o filme “Dark Horse” alimentaram esse debate.
Do lado de Lula, o nome de Jaques Wagner (PT-BA) foi citado como elemento que poderia influenciar a avaliação do campo governista. “Lá atrás eu ouvi que havia uma expectativa de que ele pudesse, ele e Flávio Bolsonaro, controlar. Parece que controlou”, afirmou Larissa Rodrigues.
Aprovação do governo sob alerta
Apesar da estabilidade nas intenções de voto, a avaliação do governo federal acende um sinal de alerta. O Palácio do Planalto apostou em diversos programas nos últimos meses — entre eles o Desenrola, verbas voltadas para a saúde e iniciativas do Ministério da Gestão — com o objetivo de não deixar cair os índices de aprovação. A pesquisa, no entanto, registrou uma oscilação negativa, ainda que dentro da margem de erro.
Larissa Rodrigues ressaltou que o que poderia de fato impactar as intenções de voto em Lula seriam novos escândalos, como eventuais envolvimentos de pessoas próximas ao governo — citando, por exemplo, o caso do INSS.
No campo petista, havia otimismo de que o caso envolvendo Jaques Wagner (PT-BA) “não iria influenciar, não iria deixar que continuasse aumentando como estava acontecendo, mas também não iria derrubar a intenção de voto”, concluiu a analista.

