Uma delegação de parlamentares argentinos participou de reuniões com integrantes do governo brasileiro, do Itamaraty e do Senado nesta semana. Durante dois dias, eles estiveram com o chanceler Mauro Vieira e com a ministra das Relações Exteriores substituta, Maria Laura da Rocha.
Por meio de publicações oficiais, o Itamaraty informou que as conversas trataram do atual estágio da relação bilateral e da necessidade de fortalecimento das relações entre os dois países. A comitiva argentina contava com peronistas e parlamentares de centro.
Integrantes do partido de Javier Milei foram convidados e não compareceram.
No Senado, a comitiva se encontrou com o presidente da Comissão de Relações Exteriores, Nelsinho Trad (PSD-MS). À CNN, ele afirmou que a reunião foi voltada à relação entre Brasil e Argentina após as falas de Milei em evento partidário, no Brasil.
“Foi apenas para tratar da relação entre os dois países depois das falas do presidente Milei em evento partidário”, disse.
A visita ocorre depois de o governo brasileiro reduzir o nível da representação diplomática em Buenos Aires e manter a embaixada sob comando de um encarregado de negócios.
Segundo apuração da CNN, essa situação pode ser revista a qualquer momento e uma eventual elevação da relação diplomática não está necessariamente vinculada ao calendário eleitoral brasileiro. Ainda não há, no entanto, prazo definido para o retorno do embaixador Julio Bitelli à Argentina.
Recentemente, em entrevista ao jornal argentino Clarín, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que a retomada da normalidade na relação entre Brasil e Argentina depende de um gesto do governo de Javier Milei.
Segundo o chanceler, é preciso que “a agressão pare” para que os dois países avancem na recomposição diplomática. Vieira também disse que o retorno do embaixador Julio Bitelli a Buenos Aires ocorrerá quando cessarem as condições que levaram à sua saída e destacou que, pela importância da relação bilateral, seria necessário “apenas um pequeno gesto”.

