A maioria dos brasileiros acredita que o caso envolvendo Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, afeta diretamente o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta segunda (31).
Segundo o levantamento, 55,1% afirmam que as investigações geram um impacto direto ao Palácio do Planalto. Por outro lado, 37,9% dizem que as apurações são um problema exclusivamente pessoal do filho do presidente Lula. Os que não souberam responder somam 7,1%.
Para a maior parte dos entrevistados esse impacto será negativo ao Executivo. 43,4% classificam que a situação “piora muito” a percepção do governo Lula e 17,3% apontam que “piora um pouco”. 37,4% acreditam que as investigações não afetam a imagem do Planalto e outros 1,9% creem em uma melhora.
Os entrevistados também dizem que estão acompanhando os desdobramentos do caso, segundo o levantamento. 67,2% apontam que seguem as informações “de perto”; outros 29,5% dizem que ouviram falar, mas sabem poucos detalhes. E apenas 3,4% negam conhecer as apurações.
O filho mais velho do presidente Lula está sob investigação em três inquéritos. O primeiro apura a suspeita de que ele teria facilitado contratos com o governo federal em favor da empresa de Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, que atua com produtos medicinais à base de cannabis, junto ao Ministério da Saúde.
O segundo investiga se Lulinha teria atuado para beneficiar uma empresa de tecnologia da informação junto à Dataprev (Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência), órgão do governo federal.
O terceiro inquérito está sob sigilo e apura a suposta atuação de um grupo de pessoas em prol de favorecimento de empresas junto ao governo federal.
O empresário entrou na mira das investigações depois de revelada a sua proximidade com a lobista Roberta Luchsinger, que foi, em dezembro do ano passado, alvo da Operação Sem Desconto, que apura fraudes em benefícios do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
Em mensagens no inquérito em curso no STF (Supremo Tribunal Federal), a lobista dizia gastar R$ 100 mil por mês para bancar Lulinha, além de aparentar ter autorização para agir em nome dele. A defesa do empresário nega as acusações.
Nesse contexto, o instituto perguntou aos entrevistados se acreditam que Lulinha influenciaria decisões do governo para beneficiar esses empresários.
Para 52,6%, o filho mais velho do presidente Lula influenciaria as medidas. Em contrapartida, 26,3% dizem que ele não tinha esse poder. E 21,1% não souberam responder.
Por fim, a pesquisa aponta que a maioria dos entrevistados acredita que as investigações são capazes de prejudicar a candidatura de Lula à reeleição. 34,8% dizem que o caso irá afetar muito e outros 24,6% dizem que o impacto será “pouco”. São 36% não acreditam que vá prejudicar a corrida eleitoral do petista. 4,6% não souberam responder.
Metodologia
A pesquisa Atlas/Bloomberg ouviu 5.014 pessoas, entre os dias 25 e 30 de agosto. A margem de erro é de 1 ponto percentual e o nível de confiança do levantamento é de 95%.
A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-07972/2026.
