A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (7) a criação do Sistema Nacional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, com distribuição de R$ 5 bilhões em recursos da União. O projeto que segue para análise do Senado teve o placar de votação de 470 votos a favor e 1 contrário.

De autoria da deputada federal Jack Rocha (PT-ES), o PLP (Projeto de Lei Complementar) 41 de 2026 prevê que os recursos sejam transferidos diretamente a estados, municípios e ao Distrito Federal, no âmbito do Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio.

O únic parlamentar contrário à proposta foi o deputado federal Kim Kataguiri (Missão). Os deputados a favor do projeto destacaram durante a sessão plenária que se trata de uma medida preventiva, que atuará em ações emergenciais. Pelo caráter emergencial, o valor empenhado foge do limite de gastos vigente.

O novo sistema funcionará em colaboração com os entes federativos para maior “capilaridade”, segundo parlamentares. A distribuição dos recursos será gradual e dividida em 3 anos, sendo R$ 3 bilhões já no primeiro ano (2026) e R$ 1 bilhão para os anos seguintes, sujeita à disponibilidade orçamentária.

A divisão do montante será feita no regime “metade-metade” para estados e municípios. No entanto, os repasses só serão diretos – sem convênios ou contratos – caso o ente informe um plano de ação estruturado e transpareça o destino do recurso.

Estados ou municípios que descumprirem as diretrizes terão a fonte de recursos bloqueada até que preste contas sobre o uso e resultados do investimento. A proposta também prevê a criação de uma instância de governança para monitorar e avaliar as ações.

Na prática, o projeto determina que 30% do dinheiro seja aplicado em duas instâncias: na estruturação de atendimento para mulheres vítimas de violência e na educação – principalmente de meninos e homens – sobre o combate à prática de violência contra a mulher.

*Sob supervisão de João Ker