O senador Carlos Viana (PSD-MG) defendeu nesta segunda-feira (8) uma transição maior para o fim da escala 6×1 — de seis dias de trabalho e um de descanso.

À CNN Brasil, ele afirmou ser necessário dialogar com o setores econômicos que geram emprego no país para uma solução “equilibrada”. Ele também sugeriu uma compensação para as empresas.

“Não tenho dúvida de que a escala 6×1 será modificada porque é assunto que a população quer, mas a preocupação é como nós vamos fazer, o prazo em que ela vai ser aplicada e fazer [isso] sem ouvir os setores envolvidos, que são os empresários, geradores de emprego e de renda no país”, disse.

A proposta foi aprovada pela Câmara dos Deputados no fim de maio e deve começar a ser debatida pelos senadores nesta semana. O texto que recebeu o aval dos deputados prevê uma transição total de 14 meses para a redução das atuais 44 horas semanais para 40 horas.

Para Viana, a proposta será aprovada, mas é precisa fazer ajustes no texto. “É importante, vai ser aprovada. Ninguém é contra fazer uma mudança para melhorar a vida do trabalhador, mas impacto disso precisa ser avaliado”, disse.

Ele elogiou a decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), de não levar a PEC diretamente para a análise do plenário. Viana afirmou que as comissões precisam ser ouvidas sobre a proposta “independentemente do prazo das eleições de outubro”.

“A minha preocupação, hoje, é que a gente discuta — especialmente na CCJ [Comissão de Constituição e Justiça] a partir de amanhã — o tempo, a aplicação de quando virá e de que maneira virá, para que não se ter o inverso do que se propõe”, afirmou.

O senador também defendeu uma mudança no texto para incorporar uma escala 4×3 para servidores da segurança pública e da saúde para condições “menos estressantes” de trabalho. A alteração que será sugerida, no entanto, deve prever prazo para que estados ajustem contratos e possíveis novos concursos.