O deputado Rogério Correia (PT-MG), vice-líder do governo na Câmara, defendeu o afastamento do senador Jaques Wagner (PT-BA) da liderança do Governo na Casa Alta após investigações da 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela PF (Polícia Federal) na última quinta-feira (18).
“O presidente Lula sempre disse: doa a quem doer, a investigação precisa ser feita até o fim! Com as novas informações reveladas pela Operação Compliance não seria diferente. Na condição de investigado, Jaques Wagner deve se afastar da liderança do governo para se dedicar a sua defesa, resguardada a presunção de inocência“, disse Correia em publicação no X.
Além do senador, a operação, que investiga crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro, mirou o ex-sócio do Banco Master Augusto Ferreira Lima e outros sete alvos.
Ainda na publicação, Rogério Correia destacou nomes ligados à direita que já foram citados na investigação do suposto esquema de fraues contra o SFN (Sistema Financeiro Nacional). “A Polícia Federal está fazendo seu trabalho, e quem cometeu irregularidades deve responder por elas. Mas é preciso dizer com clareza: essas novas informações não mudam a gênese do escândalo do Banco Master, que é o BOLSOMASTER!”, afirmou o parlamentar.
O presidente Lula sempre disse: doa a quem doer, a investigação precisa ser feita até o fim! Com as novas informações reveladas pela Operação Compliance não seria diferente.
Na condição de investigado, Jaques Wagner deve se afastar da liderança do governo para se dedicar a sua…
— Rogério Correia (@RogerioCorreia_) June 18, 2026
O deputado citou o caso do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que teria negociado um repasse com o ex-dono do Master, Daniel Vorcaro, no valor de R$ 134 milhões para o filme “Dark Horse”, sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Também mencionou o senador Ciro Nogueira (PP-PI), que segundo apontou a investigação, recebeu ao menos R$ 6 milhões em pagamentos do então dono do Banco Master.

