A sessão de terça-feira (15) do STF (Supremo Tribunal Federal) mobilizará um esquema de segurança especial da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal. Os arredores do prédio do Supremo contarão com o aumento do efetivo e outras medidas são preparadas para o dia.

O secretário de Segurança Pública do DF, Alexandre Rabelo Patury, disse à CNN que uma reunião entre as forças de segurança distritais e do STF foi realizada para alinhar o esquema que será usado no dia. Um novo encontro está marcado para esta segunda-feira para os ajustes finais.

Os agentes de segurança avaliam todos os cenários. Em caso de manifestações, pode ocorrer o bloqueio na Praça dos Três Poderes ou controle parcial na Esplanada dos Ministérios. Caso contrário, será algo parecido com o julgamento do 8 de janeiro, com polícia ostensiva na praça e nos anexos, célula de inteligência presencial na Secretaria de Segurança Pública, drones na noite anterior e no dia 15, controle e avaliação dinâmica de perímetro em conjunto com a Polícia do STF.

De acordo com Patury, o programa de câmeras espalhadas pela cidade para monitoramento, chamado de DF360, está realizando o reconhecimento de placas de carros e fazendo reconhecimento facial em alguns veículos.

O secretário entende que essa é uma forma de prevenir eventuais manifestações que possam ocorrer no dia.

“Não há manifestação confirmada. Apenas chamadas nas redes. Vamos replicar o que já fizemos em outras oportunidades, a exemplo do julgamento do 8 de janeiro. Aumentar a ostensividade, mapear eventuais movimentações pela inteligência e fazer bloqueios esporádicos na Esplanada, apenas em caso de necessidade. Eventuais aglomerações não autorizadas em frente ao STF será evitada por questões de segurança”, disse Patury.

O presidente do STF, Edson Fachin, convocou a sessão com o objetivo de discutir a controvérsia em torno do relatório da Polícia Federal que reuniu registros de conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Os ministros deverão decidir, entre outros pontos, se foi regular a ordem que levou ao aprofundamento da análise dos dados do celular de Vorcaro, se as informações obtidas a partir dessa medida podem ser aproveitadas e qual deve ser o destino dos elementos que envolvem Moraes.

A PGR (Procuradoria-Geral da República) pediu a anulação da decisão de Mendonça que determinou a identificação de interlocutores de Vorcaro. Segundo o órgão, a medida buscou elementos contra outro ministro do STF sem comunicação prévia à Presidência da Corte e sem análise do plenário. Para a Procuradoria, isso também invalida o material obtido.