O plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) que analisa o pedido de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes representa um momento sem precedentes na história da Corte e da República Brasileira. Essa é a avaliação Murillo de Aragão, CEO da Arko Advice, ao WW.
Segundo Aragão, a sessão desperta uma tensão imensa da opinião pública e promete ser marcada por intensos embates entre os envolvidos. “Nós vamos viver uma situação única na história do Supremo Tribunal Federal, na história da República Brasileira”, afirmou.
“É uma situação muito grave e que desperta uma atenção imensa da opinião pública.”, disse Aragão.
Guerra psicológica e de argumentos
Aragão previu que a sessão seria palco de múltiplos tipos de disputa simultâneas.
“Nós vamos ver uma guerra psicológica, uma guerra regimental e uma guerra de argumentos e, sobretudo, também ações de bastidores tentando reverter ou cooptar votos de lado a lado”, descreveu.
A frase do decano Gilmar Mendes — “quem não quer pisão, não vá ao bailão” — foi citada como síntese do clima de tensão que antecedeu a sessão.
Na análise da dinâmica interna do tribunal, o analista de Política da CNN Caio Junqueira destacou a importância da atuação de Edson Fachin, relator do caso.
Segundo ele, uma das estratégias aventadas seria a formação rápida de maioria favorável à abertura da investigação, o que poderia constranger as táticas de Gilmar Mendes, Zanin e Flávio Dino de evitar que o mérito fosse discutido.
“Como não há muito o que falar sobre o mérito das mensagens trocadas entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, o que resta a eles é tentar questionar o procedimento e a imparcialidade do juiz relator, que na época era André Mendonça”, explicou.
Do outro lado, a estratégia seria justamente antecipar a formação de maioria para inviabilizar essa manobra.

