O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) determinou que o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, vá à Venezuela na próxima semana para averiguar medidas por parte do governo brasileiro na ajuda da mitigação dos danos causados pelos terremotos que atingiram o país vizinho na última quarta-feira (24).
Em sua fala, realizada durante o lançamento da Fragata “Cunha Moreira” em Itajaí (SC) nesta sexta-feira (26), o presidente solicitou um minuto de silêncio pelos mortos e feridos no desastre.
“Queria começar essa minha fala, pedindo a todos que estão aqui, que de pé a gente fizesse um minuto de silêncio pelas 589 pessoas que já morreram na Venezuela, e 2085 feridos. E queria, Múcio, determinar que a semana que vem você fosse à Venezuela para discutir o que a nossa Defesa pode fazer para ajudar o povo da Venezuela“, disse Lula.
O pedido se soma a outras medidas do governo em apoio à Venezuela.
O presidente também autorizou dois voos de ajuda humanitária. O primeiro, que decolou por volta de 13h20 desta sexta-feira (26) saindo de Guarulhos (SP), conta com uma equipe de Resgate Urbano, composta por 44 profissionais, sendo quatro da Sedec/MIDR (Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil); 36 dos Corpos de Bombeiros Militares de Minas Gerais, São Paulo e Paraná; e quatro especialistas da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).
Já o segundo voo, agendado para este sábado (27), pretende levar equipamentos para montagem de um hospital de campanha, com medicamentos e insumos médicos, além de 100 purificadores de água com painéis solares e materiais de apoio sanitário e hospitalar.
Até o momento, a FAB (Força Aérea Brasileira) ainda não confirmou o horário e o local da decolagem.
O planalto informou que as equipes atuarão no salvamento de vítimas presas em estruturas colapsadas e contarão com médicos, cães farejadores e equipamentos especializados necessários às operações de busca e resgate.
Entenda o desastre
A costa norte da Venezuela foi atingida, na noite de quarta-feira, por dois dos maiores terremotos a afetar o país em mais de um século. A magnitude dos tremores foram de 7,2 e 7,5 na escala Richter.
O Ministério da Saúde venezuelano avalia que há mais de 4.300 feridos. Autoridades acreditam que cerca de 200 pessoas ainda estão presas sob escombros e outras 157 estão desaparecidas.
Os tremores, considerados dois dos maiores terremotos da história moderna da América Latina, atingiram uma região a cerca de 160 km a oeste de Caracas, capital do país, enquanto os venezuelanos aproveitavam um feriado.
O estado costeiro de La Guaira sofreu os piores danos e foi declarado zona de desastre. A situação no estado é uma “verdadeira tragédia”, e dezenas de edifícios desabaram, registrou a presidente venezuelana Delcy Rodríguez.
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1 de 6Mulher caminha com crianças após um terremoto, em Caracas, Venezuela, em 24 de junho de 2026 • REUTERS
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2 de 6Pessoas se reúnem enquanto equipes de emergência atuam no local de prédio desabado em Caracas após terremotos na Venezuela • REUTERS
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3 de 6Pessoas próximas de prédios destruídos após um terremoto, em La Guaira, na Venezuela, em 25 de junho de 2026 • REUTERS
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4 de 6Membros da Guarda Nacional Bolivariana montam guarda no local de um prédio desabado, que foi isolado, após um terremoto em Caracas, na Venezuela, em 24 de junho de 2026 • Leonardo Fernandez Viloria/REUTERS
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5 de 6Equipes de emergência em um prédio danificado após um terremoto, em La Guaira, Venezuela, em 24 de junho de 2026 • Maxwell Briceno/REUTERS
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6 de 6Prédio desaba em Caracas após terremoto 25 de junho de 2026 • Gaby Oraa/REUTERS
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*Sob supervisão de Lucas Schroeder

