O desfile cívico de 7 de Setembro na manhã desta segunda-feira reuniu os presidentes dos Três Poderes, ministros e autoridades militares, em Brasília.

Além do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), compareceram os chefes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP); da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB); e do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin.

Conforme mostrou a CNN, Lula atuou para que os presidentes dos Três Poderes comparecessem ao desfile, defendendo a eles que a participação era necessária em um momento de crise no Judiciário.

Em conversas reservadas, Lula teria salientado que era o momento de mostrar que Executivo, Legislativo e Judiciário estão em diálogo e buscam, em conjunto, uma saída para o imbróglio institucional.

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, também estava na tribuna de honra. Já o procurador-geral da República, Paulo Gonet, não participou. Os dois também estão envolvidos na crise que atinge o STF.

Na arquibancada com Lula, estiveram presentes diversos ministros de Estado, incluindo Wellington César (Justiça e Segurança Pública) e Jorge Messias (AGU), que buscam atuar como intermediários na crise envolvendo o Supremo, além de Alexandre Padilha (Saúde); Esther Dweck (Gestão e Inovação); e Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação Social).

Apesar de convidados, nenhum outro ministro do STF, além de Fachin, foi ao evento.

Lula chegou à tribuna de honra com a primeira-dama, Janja da Silva, por volta das 9h10. Ele foi recebido com gritos de apoio do público e apelos pelo fim da escala 6×1. A medida ainda está em análise pelo Congresso.

O desfile começou logo em seguida e foi organizado em três eixos temáticos:

  • Soberania, a força que une o Brasil;
  • Brasil unido pela proteção de meninas e mulheres;
  • Copa do Mundo Feminina 2027 no Brasil.

Atrações tradicionais como a pirâmide humana, o desfile hipomóvel e a apresentação da Esquadrilha da Fumaça também foram mantidos.

Neste ano, o governo buscou evitar acusações de politização do evento e eventuais complicações com a Justiça Eleitoral.

Lula e Janja evitaram usar vermelho, por exemplo, e trazer ao desfile slogans de campanha como no ano passado, quando houve distribuição gratuita de bonés com a grafia “Brasil Soberano”.

Parte dos temas abordados nos eixos temáticos, porém, também são bandeiras do presidente em sua campanha à reeleição.

Na tribuna, o presidente tentou manter um tom descontraído. Logo após o mandatário autorizar o início do desfile, por exemplo, Lula e Alcolumbre falaram “ao pé do ouvido” e trocaram risadas.